• 21 de Novembro de 2009
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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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3,64
É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Ontem, em declarações à imprensa nas Nações Unidas
Cavaco Silva: crise financeira "quase de certeza vai atingir os portugueses"
24.09.2008 - 10h52
Por Lusa 
Daniel Rocha (arquivo)
Cavaco alerta que o acesso ao crédito será dificultado e mais caro
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou ontem que o mundo inteiro sofrerá com a crise financeira com origem nos Estados e alertou que "quase de certeza vai atingir os portugueses".

"Aqueles que sofrem esta crise financeira estão espalhados pelo mundo", disse Aníbal Cavaco Silva, em declarações à comunicação social durante a sua visita à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Não só porque têm menos acesso ao crédito, [mas também porque] pagam taxas de juro mais elevadas", justificou.

O Presidente da República avisou que esta crise "quase de certeza, vai atingir os portugueses" e prometeu aprofundar este assunto "depois de ouvir aqueles que têm uma responsabilidade no sistema financeiro mundial."

"Todos pagam uma factura, não são só os contribuintes norte-americanos. A minha preocupação volta-se para aqueles que são as vítimas", disse.

Amanhã, Cavaco Silva visitará Wall Street, a bolsa de Nova Iorque, onde será recebido pelo seu presidente, Duncan Niederauer, que lhe oferecerá uma estatueta com o símbolo de Wall Street (um touro e um urso), tocará o sino que indica a abertura oficial da sessão, assinará o livro de honra, e ainda terá oportunidade de vislumbrar a bandeira portuguesa hasteada à porta daquela instituição.

"A Wall Street é o epicentro do ciclone financeiro", afirmou o chefe de Estado português, acrescentando que tem a sua ideia sobre aquilo que falhou: "Os reguladores, os supervisores, bancos centrais, a invenção que se fez de produtos financeiros".

"Permitiram-se todas as invenções. De tal forma que, agora, nem se consegue descortinar o que é que está dentro dos vínculos financeiros que foram inventados. Os produtos são tão complexos, nem os próprios reguladores entendem o que está dentro desses produtos", sublinha.

O Presidente considerou que os líderes mundiais não podem deixar de discutir este assunto. "Mas já existe uma cooperação entre instituições financeiras internacionais. O Banco Central Europeu já foi chamado e tem colaborado na cedência de liquidez em grandes montantes. Vamos ver com é que o sistema reage à proposta que está a ser discutida entre a Administração norte-americana e o Congresso", explica, sublinhando "que estão 700 biliões de dólares (480 mil milhões de euros) em discussão, seis vezes o produto interno português."

"Mesmo assim, há quem diga que não chega, que tem de ser um trilião... mostra bem a dimensão desta crise e há, com certeza, responsáveis," disse.

No entanto, o Presidente da República assegurou não acreditar que esta crise signifique a falência da economia de mercado. "Funciona se houver uma regulação. Não podia funcionar segundo uma regra geral da mão invisível. Por isso é que existem entidades reguladoras, por isso é que existe responsabilidade dos governos. Alguém disse, a democracia é o pior dos regimes, excepto todos os outros; a economia de mercado é a pior, excepto todas as outras", afirmou.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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