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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Ontem, em declarações à imprensa nas Nações Unidas
Cavaco Silva: crise financeira "quase de certeza vai atingir os portugueses"
24.09.2008 - 10h52
Por Lusa 
Daniel Rocha (arquivo)
Cavaco alerta que o acesso ao crédito será dificultado e mais caro
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou ontem que o mundo inteiro sofrerá com a crise financeira com origem nos Estados e alertou que "quase de certeza vai atingir os portugueses".

"Aqueles que sofrem esta crise financeira estão espalhados pelo mundo", disse Aníbal Cavaco Silva, em declarações à comunicação social durante a sua visita à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Não só porque têm menos acesso ao crédito, [mas também porque] pagam taxas de juro mais elevadas", justificou.

O Presidente da República avisou que esta crise "quase de certeza, vai atingir os portugueses" e prometeu aprofundar este assunto "depois de ouvir aqueles que têm uma responsabilidade no sistema financeiro mundial."

"Todos pagam uma factura, não são só os contribuintes norte-americanos. A minha preocupação volta-se para aqueles que são as vítimas", disse.

Amanhã, Cavaco Silva visitará Wall Street, a bolsa de Nova Iorque, onde será recebido pelo seu presidente, Duncan Niederauer, que lhe oferecerá uma estatueta com o símbolo de Wall Street (um touro e um urso), tocará o sino que indica a abertura oficial da sessão, assinará o livro de honra, e ainda terá oportunidade de vislumbrar a bandeira portuguesa hasteada à porta daquela instituição.

"A Wall Street é o epicentro do ciclone financeiro", afirmou o chefe de Estado português, acrescentando que tem a sua ideia sobre aquilo que falhou: "Os reguladores, os supervisores, bancos centrais, a invenção que se fez de produtos financeiros".

"Permitiram-se todas as invenções. De tal forma que, agora, nem se consegue descortinar o que é que está dentro dos vínculos financeiros que foram inventados. Os produtos são tão complexos, nem os próprios reguladores entendem o que está dentro desses produtos", sublinha.

O Presidente considerou que os líderes mundiais não podem deixar de discutir este assunto. "Mas já existe uma cooperação entre instituições financeiras internacionais. O Banco Central Europeu já foi chamado e tem colaborado na cedência de liquidez em grandes montantes. Vamos ver com é que o sistema reage à proposta que está a ser discutida entre a Administração norte-americana e o Congresso", explica, sublinhando "que estão 700 biliões de dólares (480 mil milhões de euros) em discussão, seis vezes o produto interno português."

"Mesmo assim, há quem diga que não chega, que tem de ser um trilião... mostra bem a dimensão desta crise e há, com certeza, responsáveis," disse.

No entanto, o Presidente da República assegurou não acreditar que esta crise signifique a falência da economia de mercado. "Funciona se houver uma regulação. Não podia funcionar segundo uma regra geral da mão invisível. Por isso é que existem entidades reguladoras, por isso é que existe responsabilidade dos governos. Alguém disse, a democracia é o pior dos regimes, excepto todos os outros; a economia de mercado é a pior, excepto todas as outras", afirmou.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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