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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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Varzim
Portugal quer "cluster" para a energia das ondas
23.09.2008 - 19h57
Por Luísa Pinto 
PÚBLICO
A segunda fase do Parque das Ondas prevê a construção e colocação de mais 25 Pelamis
Se há 15 anos atrás a utilização da energia do vento era uma aventura no seu início, e a fileira eólica uma miragem longíqua, hoje há um cluster instalado, milhares postos de trabalho criados e 40 por cento da electricidade consumida é proveniente de fontes de energia renováveis.

“Esperemos que, daqui a 15 anos possamos estar a dizer o mesmo do aproveitamento da energia das ondas que hoje aqui começa”, vaticinou o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, na visita à plataforma instalada ao largo da Póvoa de Varzim, que ontem foi inaugurada.

Os empresários portugueses não estiveram à espera do repto ministerial e, ontem mesmo, a EDP e a Efacec anunciaram uma parceria para o desenvolvimento de projectos experimentais na área da energia das ondas, e a criação do consórcio Ondas de Portugal (detido em 45 por cento pela EDP, 35 por cento pela Enersis, e os restantes 20 por cento pela Efacec).

O desafio ao investimento efectuado pelo ministro foi secundado, de outra forma, por Antonino Lo Bianco, chefe europeu da infra-estrutura na Babcock & Brown, companhia australiana proprietária da Enersis – a empresa portuguesa que está a liderar o projecto, e é dona do parque de Ondas da Aguçadoura. Produziu pela primeira vez electricidade para a rede pública no dia 15 de Julho.

“Não há nada que melhor faça oposição ao que temos vindo a assistir nos mercados financeiros. À volatilidade das bolsas contrapomos este projecto, pensado a 20 anos, e que é muito seguro”, referiu. Apesar de estarem de saída do projecto – anunciaram publicamente a vontade de alienar a Enersis – os australianos dizem ter feito uma boa aposta em Portugal, onde contabilizam já investimentos de três mil milhões de euros em vários projectos. “Estamos muito satisfeitos por fazer parte disto”, afirmou.

O “isto” é o facto de Portugal poder apresentar-se, a partir de ontem, como o primeiro país com capacidade de produzir electricidade a partir da energia das ondas do mar. E de ter colocado, perante os olhos do mundo (via uma legião de jornalistas portugueses e estrangeiros que subiram à fragata Corte Real para rumar ao parque), uma bandeira de Portugal num Pelamis – a máquina desenvolvida por britânicos que vai permitir a produção de electricidade.

Mas se, ontem, a fragata portuguesa estava cheia de estrangeiros, a intenção parece ser de que a evolução do projecto passe cada vez mais por entidades nacionais. Aliás, segundo a parceria ontem criada, a EDP - Energias de Portugal ficou com uma opção de compra de compra de cerca de 15,4 por cento da participação que a Babcock & Brown detém no projecto de Aguçadoura.

A segunda fase do Parque das Ondas prevê um investimento global de 70 milhões de euros, para a construção e colocação de mais 25 Pelamis, cuja capacidade de produção instalada poderá chegar aos 21 MW e abastecer 15 mil famílias. A intenção é a de que, nesta fase, 40 por cento da estrutura necessária já possa ser construída em Portugal, estando a Efacec na linha de frente para o realizar.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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