| Enric Vives Rubio (arquivo) |
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| Cavaco considera a questão "complexa, principalmente porque se insere numa crise financeira internacional muito forte" |
O Presidente da República, Cavaco Silva, escusou-se a comentar a possibilidade de o Estado intervir para fazer baixar os preços dos combustíveis para os consumidores, referindo apenas que a questão é "complexa" e que exige reflexão.
Questionado sobre a disparidade entre a evolução do custo do petróleo nos mercados internacionais e os preços praticados do gasóleo e da gasolina no país, Cavaco Silva disse que a situação é complexa, exigindo reflexão. "A questão é complexa, principalmente porque se insere numa crise financeira internacional muito forte e também de grande complexidade, pelo que não se pode responder de forma apressada", disse, à margem de um exercício militar conjunto da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, a que assistiu em S. Jacinto, Aveiro.
Ontem, em entrevista à SIC Notícias, o ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou que “se por acaso o preço da gasolina” nas bombas não baixar ficará “extremamente surpreendido” e não hesitará em tomar medidas. Não disse no entanto quando as tomaria nem que tipo de medidas ponderava.
“Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa do consumidor”, assegurou, acrescentando que o Governo “não hesitou na chamada ‘taxa Robin dos Bosques’”. “Não hesitei quando não permiti o aumento das tarifas de electricidade de 16 por cento... Portanto, quando se trata de defender os consumidores e as empresas, o Governo está aqui para o fazer”, garantiu.