| Reuters/Entregue por Miraflores Palace |
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| Sócrates confidenciou a sua opinião durante a visita de Chávez a Portugal em Julho |
O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, usou ontem à noite o exemplo de Portugal para salientar o crescimento económico da Venezuela, referindo que o primeiro-ministro José Sócrates lhe disse recentemente que a economia portuguesa “está estancada”.
“Há pouco [tempo], estive em Portugal e que me comentava o nosso amigo, o primeiro-ministro [José] Sócrates? Que a economia portuguesa está estancada! Estancada? E nós estamos crescendo 7,1 por cento, é um dos primeiros lugares [em crescimento] em todo o mundo”, afirmou Hugo Chávez.
O chefe de Estado da Venezuela aludia ao encontro que manteve com José Sócrates, quando visitou Portugal a 23 e 24 de Julho.
A expressão “estancar” vem do termo latino “stangare”, que significa formar pântano. “Estancado” pode significar também esgotado ou exaurido.
Venezuela cresce há 19 trimestresHugo Chávez falava no Teatro Teresa Carreño de Caracas, durante uma cerimónia de graduação ligada a um programa que facilita o acesso de adultos ao ensino básico e secundário, tendo o seu discurso sido transmitido pelo canal estatal Venezuelana de Televisão.
Terça-feira, o Banco Central da Venezuela anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano registou um crescimento de 7,1 por cento no segundo trimestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior.
“A economia venezuelana cresceu pelo 19º trimestre consecutivo”, frisou Hugo Chávez. O Presidente venezuelano referiu que “há uma travagem da economia mundial” e da União Europeia, onde no segundo trimestre de 2008 a média de “crescimento foi de 0,5%”.
“Coisa que não nos alegra nada, é só um dado da realidade”, vincou. Sublinhou ainda que “nos Estados Unidos o crescimento estimado para este ano é de 0% e é negativo [o crescimento] nalguns países da Europa”.
Chávez considerou ainda que os dados sobre o crescimento da economia venezuelana são “notícias muito positivas, de última hora”. Acrescentou que o comportamento da economia não é avaliado pelo governo, mas sim pelo “Banco Central, que tem uns peritos, num trabalho laborioso, meticuloso, muito técnico e imparcial”.