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Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
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Aeronáutica
Sócrates diz que projecto da Embraer em Évora marca nova era na indústria portuguesa
26.07.2008 - 13h32
Por Lusa 
Rickey Rogers/Reuters
O acordo assinado hoje no Centro Cultural de Belém resulta de dois anos de difíceis negociações
O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou hoje a importância para a economia portuguesa do investimento que a empresa brasileira de aeronáutica Embraer vai fazer em Évora e sublinhou que o projecto marca uma nova época no desenvolvimento da indústria portuguesa.

"É um marco na indústria e representa a confiança que a empresa tem na economia portuguesa", afirmou José Sócrates na cerimónia de assinatura do acordo entre a Embraer e o Governo português.

Sócrates sublinhou ainda que este acordo (Ogma/Embraer) representa "um salto tecnológico" porque Portugal passa "de um estádio de manutenção de aviões para um estádio de fabricação de componentes para aviões".

O acordo assinado hoje no Centro Cultural de Belém resulta de dois anos de "difíceis negociações" entre o governo português e uma das maiores empresas mundiais de fabrico de aeronaves.

O primeiro-ministro português frisou igualmente que esta "nova aventura entre Portugal e o Brasil" é "uma aliança para competir num mercado internacional extremamente exigente".

"Há muito tempo que Portugal queria um 'cluster' aeronáutico e este investimento terá um efeito multiplicador. Isto é só o começo de uma aventura", afirmou, antes de cumprimentar o Presidente brasileiro Lula da Silva.

Lula destaca "porta de entrada no mercado europeu"

O Presidente brasileiro sublinhou a "excelente porta de entrada no mercado europeu" que Portugal representa para as empresas brasileiras. "Isto só mostra que o Brasil está a ter a mesma confiança agora em Portugal que Portugal teve antes no Brasil", afirmou.

Lula da Silva destacou que o projecto da Embraer é um "investimento com potencial global amplo para os dois países" e admitiu a possibilidade de novas empresas brasileiras seguirem o mesmo caminho. "Poderão surgir oportunidades para outras empresas brasileiras na área", afirmou, antes de frisar a qualidade do trabalho desenvolvido pela Embraer.

"A qualidade dos aviões da Embraer é tal que até o Governo está comprando dois", gracejou Lula da Silva, antes de posar para os fotógrafos ao lado de Sócrates e do presidente da Embraer, Frederico Curado, segurando uma réplica em miniatura dos aviões construídos por aquela empresa brasileira.

Duas unidades a laborar já em 2009

Sobre a aposta da Embraer em Portugal, o presidente da empresa destacou o investimento inicial de 148 milhões de euros em duas unidades (uma para fabrico de estruturas metálicas e outra para componentes como resinas) e afirmou que a escolha de Évora se deveu, entre outros critérios, ao potencial da região no acesso à mão-de-obra qualificada e facilidade de acesso à infra-estrutura logística.

A propósito das mais-valias para Portugal, o ministro da Economia, Manuel Pinho, lembrou que este é "um dos projectos mais importantes dos últimos anos" em Portugal, depois da modernização da indústria automóvel e da recuperação da Petroquímica.

A instalação das duas fábricas, que começarão a funcionar no final de 2009 e beneficiarão de verbas do Quadro de referência Estratégico Nacional (QREN), implicou o lançamento de um processo de formação profissional "semelhante ao da AutoEuropa" e um "grande empenho da Câmara Municipal de Évora".

No final da cerimónia, o presidente da autarquia, José Ernesto Oliveira, destacou a importância "para toda a região" da instalação das duas unidades da Embraer em Évora.

Quanto às contrapartidas da câmara neste negócio, o autarca sublinhou que elas passam por "terrenos a custos reduzidos, pela redução nas taxas e impostos municipais e pela facilidade nas infra-estruturas".

As duas unidades fabris de componentes para aviões vão ser construídas na área do aeródromo da cidade e o contrato com a autarquia será assinado segunda-feira.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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