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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Aeronáutica
Sócrates diz que projecto da Embraer em Évora marca nova era na indústria portuguesa
26.07.2008 - 13h32
Por Lusa 
Rickey Rogers/Reuters
O acordo assinado hoje no Centro Cultural de Belém resulta de dois anos de difíceis negociações
O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou hoje a importância para a economia portuguesa do investimento que a empresa brasileira de aeronáutica Embraer vai fazer em Évora e sublinhou que o projecto marca uma nova época no desenvolvimento da indústria portuguesa.

"É um marco na indústria e representa a confiança que a empresa tem na economia portuguesa", afirmou José Sócrates na cerimónia de assinatura do acordo entre a Embraer e o Governo português.

Sócrates sublinhou ainda que este acordo (Ogma/Embraer) representa "um salto tecnológico" porque Portugal passa "de um estádio de manutenção de aviões para um estádio de fabricação de componentes para aviões".

O acordo assinado hoje no Centro Cultural de Belém resulta de dois anos de "difíceis negociações" entre o governo português e uma das maiores empresas mundiais de fabrico de aeronaves.

O primeiro-ministro português frisou igualmente que esta "nova aventura entre Portugal e o Brasil" é "uma aliança para competir num mercado internacional extremamente exigente".

"Há muito tempo que Portugal queria um 'cluster' aeronáutico e este investimento terá um efeito multiplicador. Isto é só o começo de uma aventura", afirmou, antes de cumprimentar o Presidente brasileiro Lula da Silva.

Lula destaca "porta de entrada no mercado europeu"

O Presidente brasileiro sublinhou a "excelente porta de entrada no mercado europeu" que Portugal representa para as empresas brasileiras. "Isto só mostra que o Brasil está a ter a mesma confiança agora em Portugal que Portugal teve antes no Brasil", afirmou.

Lula da Silva destacou que o projecto da Embraer é um "investimento com potencial global amplo para os dois países" e admitiu a possibilidade de novas empresas brasileiras seguirem o mesmo caminho. "Poderão surgir oportunidades para outras empresas brasileiras na área", afirmou, antes de frisar a qualidade do trabalho desenvolvido pela Embraer.

"A qualidade dos aviões da Embraer é tal que até o Governo está comprando dois", gracejou Lula da Silva, antes de posar para os fotógrafos ao lado de Sócrates e do presidente da Embraer, Frederico Curado, segurando uma réplica em miniatura dos aviões construídos por aquela empresa brasileira.

Duas unidades a laborar já em 2009

Sobre a aposta da Embraer em Portugal, o presidente da empresa destacou o investimento inicial de 148 milhões de euros em duas unidades (uma para fabrico de estruturas metálicas e outra para componentes como resinas) e afirmou que a escolha de Évora se deveu, entre outros critérios, ao potencial da região no acesso à mão-de-obra qualificada e facilidade de acesso à infra-estrutura logística.

A propósito das mais-valias para Portugal, o ministro da Economia, Manuel Pinho, lembrou que este é "um dos projectos mais importantes dos últimos anos" em Portugal, depois da modernização da indústria automóvel e da recuperação da Petroquímica.

A instalação das duas fábricas, que começarão a funcionar no final de 2009 e beneficiarão de verbas do Quadro de referência Estratégico Nacional (QREN), implicou o lançamento de um processo de formação profissional "semelhante ao da AutoEuropa" e um "grande empenho da Câmara Municipal de Évora".

No final da cerimónia, o presidente da autarquia, José Ernesto Oliveira, destacou a importância "para toda a região" da instalação das duas unidades da Embraer em Évora.

Quanto às contrapartidas da câmara neste negócio, o autarca sublinhou que elas passam por "terrenos a custos reduzidos, pela redução nas taxas e impostos municipais e pela facilidade nas infra-estruturas".

As duas unidades fabris de componentes para aviões vão ser construídas na área do aeródromo da cidade e o contrato com a autarquia será assinado segunda-feira.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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