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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Em causa, excepções à lei do tecto das ajudas públicas
Sócrates pede apoio à União Europeia para carro eléctrico da Nissan
30.06.2008 - 08h45
Por Lurdes Ferreira 
Rebecca Cook/Reuters (arquivo)
O patrão da Nissan, Carlos Ghosn, garante carros eléctricos em Israel em 2010 e para outros países em 2012
A Nissan-Renault e o Governo português estão a discutir um projecto de investimento ligado aos carros eléctricos, mas, sem a luz verde da União Europeia para a concessão de apoios públicos excepcionais para o desenvolvimento de uma nova geração de veículos automóveis a energias alternativas, a negociação dificilmente chegará a bom porto.

O projecto em negociações entre as duas partes, neste momento, visa uma série de investimentos em Portugal que acelerem a investigação, desenvolvimento e produção de carros eléctricos, de componentes, nomeadamente motores e baterias, sendo para isso necessárias também infra-estruturas específicas que os projectos automóveis convencionais não incluem.

O "patamar mínimo", para quem conhece as negociações, é a produção de baterias, implicando um provável aumento da produção da fábrica de Cacia, embora se reconheça o risco de esse objectivo isolado não se encaixar nos planos do construtor.

A prioridade actual da Nissan-Renault é encontrar parceiros europeus para a investigação e desenvolvimento destes seus novos modelos, ainda centrados na utilização citadina. Depois de um primeiro encontro do presidente executivo do grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, com o Governo português, em Maio, as negociações passam agora por uma fase decisiva.

Segundo o próprio Carlos Ghosn, "a introdução num país [de carros eléctricos] depende mais da existência de infra-estruturas de abastecimento do que da capacidade da marca".

Há pouco mais de duas semanas, responsáveis da Nissan voltaram a Portugal e a complexidade do projecto tornou-se mais nítida. Com mais ou menos apoios públicos, assim se ditará também a dimensão do envolvimento de Portugal na que é considerada a próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio.

À margem desta iniciativa, um consórcio formado pela Universidade do Minho, a Câmara de Guimarães, a DST e a Petrotec preparam também o lançamento de uma experiência-piloto na cidade nortenha em parceria com os noruegueses da Elbil Norge, conhecidos por terem desenvolvido um veículo cuja motorização eléctrica é, até agora, a mais testada, segundo o presidente da Escola de Engenharia da Universidade, António Cunha. Parte dos componentes do veículo será nacional e estará operacional a partir de 2009.

Um plano sem limites

É neste quadro que surge o recente apelo de José Sócrates junto da União Europeia em favor de medidas excepcionais de incentivo aos carros eléctricos. Nas últimas semanas, pressionou os seus parceiros e levou o assunto ao último Conselho Europeu. "É altura de a Europa apostar nos carros eléctricos", disse o primeiro-ministro, tendo proposto aos seus pares que adoptem um "plano claro que dê mais autonomia [à Europa] sobre os preços do petróleo".

Apesar da sombra do "não" irlandês, o primeiro-ministro defendeu na cimeira que é necessária uma aposta forte em I&D de carros eléctricos para que possam ser comercializados a preços iguais aos movidos a combustíveis tradicionais, uma mensagem que já tinha levado à Assembleia da República, uma semana antes.

Pequenos países como Portugal consideram que os tectos de ajudas públicas impostos pela legislação comunitária não são compatíveis com a adopção de projectos de maior fôlego, justificados pela exigência de respostas para a contínua escalada de preços do petróleo.

"Daremos todo o apoio e faremos tudo o que for comportável para que a Renault reforce a sua presença em Portugal", respondeu Basílio Horta, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, ao PÚBLICO, escusando-se, contudo, a referir-se ao dossier em discussão.

O que está em causa não é apenas uma nova fábrica, mas uma série de investimentos associados que dêem escala à nova tecnologia ainda em evolução e incentive a sua experimentação de forma mais alargada do que até agora.

Com a pressão da escalada dos preços do petróleo, as tecnologias de energia potencialmente mais limpas, como a electricidade, tornaram-se mais atractivas. Contudo, para acelerar a resolução dos problemas com que esta tecnologia ainda se debate até chegar à sua industrialização, o sector necessita não só de grandes volumes de financiamento mas de políticas públicas de incentivo.

A Nissan, que lidera esta nova área dentro do grupo Renault-Nissan, já tem em curso um primeiro acordo com Israel, com o projecto Better Place, o qual beneficia de uma forte aposta de apoio público, sobretudo por via fiscal, sem os "constrangimentos" europeus, e de garantia de comercialização exclusiva.

Carlos Ghosn garante que o projecto em Israel resultará em carros eléctricos em 2010 e que a sua produção em série para outros países interessados em fazer parcerias com a marca estará disponível em 2012, embora a marca preveja que vai vender também em 2010 carros eléctricos nos EUA, também a preços competitivos.

No ano de 2012, a marca quer ter uma gama completa movida a electricidade, com diversas carroçarias.
Na sua recente visita a Lisboa, Carlos Ghosn afirmou que a Nissan "não vai limitar-se a produzir apenas o carro e a bateria, pois quer estar envolvido também na rede de distribuição e nos postos de recarregamento das baterias. Se for preciso, fazemos uma 'joint-venture' em cada país".

O que é diferente neste negócio

No modelo da Nissan, os proprietários dos carros não serão donos das baterias, mas de pacotes de serviço de recarregamento das pilhas de troca por avaria. As parcerias com os países interessados têm de passar por infra-estruturações, como a rede de reabastecimento das baterias. Israel, por exemplo, compromete-se a ter, dentro de três anos, meio milhão de postos de recarregamento.

A Nissan investiga a tecnologia eléctrica desde 1992. Desde então, duplicou a energia produzida por quilo de bateria e multiplicou por cinco a potência extraída. Mixim é o nome do seu novo concept car totalmente eléctrico, com um motor em cada eixo e uma bateria de lítio no chão.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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