| Miguel Manso (arquivo) |
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| Carlos Tavares esteve esta manhã na Procuradoria |
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, supervisor bolsista, acaba de entregar no Ministério Público uma queixa-crime contra o Banco Comercial Português (BCP).
Em causa estão ainda os ex-gestores do BCP, liderados por Jorge Jardim Gonçalves, acusados de entre 2000 e 2002 terem actuado, através de veículos off-shores, com a finalidade de manipular o mercado, lesando os investidores, nomeadamente, os pequenos accionistas. O objectivo do BCP era o de sustentar o preço da acção subscrita durante os aumentos de capital de 2000 e de 2001 ao preço médio de 5,5 euros, valor que cairia no ano seguinte para baixo dos dois euros.
A Procuradoria Geral da República irá agora, com base na documentação entregue pela CMVM, iniciar averiguações aprofundadas.
Carlos Tavares, presidente da CMVM, esteve hoje de manhã na PGR para entregar a queixa contra o BCP.
Ontem o BCP veio anunciar as condições em que irá dirimir o contencioso que mantém com alguns pequenos accionistas, e seus clientes, que foram aos aumentos de capital de 2000 e de 2001, com financiamento concedido pelo banco, e que entendem ter sido enganados.