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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Acusam Jaime Silva de ter conseguido unir CAP e CNA contra Governo
Agricultores marcam protestos por todo o país
24.06.2008 - 17h40
Adriano Miranda
Os agricultores começam os protestos já amanhã em Estarreja
Vários grupos de agricultores a nível nacional programaram protestos para esta semana e outros estão a estudar formas de se manifestarem. Em causa está o aumento dos custos de produção, nomeadamente o aumento do custo do gasóleo.

Centenas de tractores partem amanhã de Válega, Ovar, com destino ao mercado municipal de Estarreja, com o objectivo de alertar o ministro da Agricultura para as debilidades do sector, divulgou hoje fonte da Confederação Nacional de Agricultura (CNA).

De acordo com Bruno Miguel, da CNA, o aumento dos combustíveis, a baixa do preço do leite em 5 por cento, o elevado valor das taxas de Segurança Social e o recente aumento dos adubos são as principais reivindicações do grupo de agricultores, que se dizem afectados com 2000 a 4000 euros por mês, em média.

Os sectores da pecuária e dos lacticínios vão ser os principais a protestar amanhã em Estarreja, cujo número de participantes é ainda desconhecido, segundo adiantou o responsável.

O protesto dos agricultores será "pacífico", sem grandes consequências ao nível do trânsito, pois não irão recorrer ao corte de estradas da zona.

A marcha vai ter início em Válega, Ovar, junto ao Restaurante "Libertador", a partir das 10h00, dirigindo-se até Estarreja pela Nacional 109, com nova concentração no Mercado Municipal às 11h00 e às 12h00 deslocam-se com as máquinas agrícolas até à Câmara Municipal de Estarreja.

Os protestos chegam também a Braga, com uma concentração dos agricultores na Câmara Municipal, esta quinta-feira, segundo disse à Lusa José Manuel Lobato.

Reivindicando o mesmo, o responsável afirma que "tivemos que tomar medidas porque a situação começa a tornar-se insuportável".

O presidente da Federação dos Agricultores do Distrito de Leiria (FADL), António Ferraria, admitiu hoje que os lavradores da região podem encetar protestos de rua "dentro de 15 dias", dando sequência às manifestações que se iniciarão na região Norte.

"Nunca vi o sector tão mal e já ando no associativismo há quase 30 anos", disse António Ferraria à Agência Lusa, acrescentando que os agricultores do distrito de Leiria "não estão nada contentes com o que se está a passar e querem ir para a rua".

"Este ministro conseguiu um feito: colocar as duas confederações de agricultores, CNA e CAP, contra si", acrescentou Ferraria, sublinhando que, no distrito de Leiria, localidades como Batalha, Alcobaça e Pombal poderão, dentro de duas semanas, ser aquelas onde os lavradores mostrarão o seu descontentamento.

Os agricultores do Algarve não ponderam, para já, ir para a rua protestar, mas estão solidários com as reivindicações dos congéneres do Norte do País, disse hoje o presidente da União de Produtores Agrícolas no Algarve.

CNA quer respostas

Para enfrentar a crise, a CNA já pediu ajuda do Governo e apresentou um "caderno de reclamações" a 13 de Junho, em Coimbra, aquando da visita do primeiro-ministro a esta cidade.

Entre as medidas propostas pela CNA estão a prática de melhores preços na compra aos agricultores, o controlo do preço dos factores de produção, com o aumento da ajuda no gasóleo agrícola, ou tratamento especial para a agricultura familiar na Segurança Social, como acontece em Espanha.

Roberto Miléu apontou ainda a necessidade de o Governo pagar as dívidas à lavoura e às organizações agrícolas e de disponibilizar "de forma eficaz e o mais rápido possível" os programas comunitários para o sector.

Até agora, a CNA não obteve resposta do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas às suas reclamações.

A Confederação já pediu audiências aos grupos parlamentares da Assembleia da República.

Na segunda-feira, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) também entregou ao primeiro-ministro e ao ministro da Agricultura um caderno reivindicativo com 10 medidas igualmente com o objectivo de ajudar o sector a ultrapassar a situação de crise, agravada pela subida acentuada do preço dos combustíveis.

Embora tenha salientado a disponibilidade para negociar com o Governo as suas propostas, o presidente da CAP, João Machado, afirmou que iria esperar até final da semana, e o passo seguinte dependia da postura do ministro Jaime Silva, não afastando a possibilidade de optar por realizar protestos.

Já hoje o diálogo entre as confederações representativas dos agricultores e o ministro da Agricultura teve mais um episódio quando, na entrada para o segundo dia da reunião do conselho de ministros da Agricultura da União Europeia, Jaime Silva acusou representantes de agricultores de ligações a interesses político-partidários ao defenderem que os problemas se resolvem com a atribuição de subsídios.

"Normalmente eu não associo os representantes, quer da CNA quer da CAP a estruturas políticas, mas é um facto que alguns dirigentes da CNA estão na extrema-esquerda e alguns da CAP na direita mais conservadora em Portugal, que pensam que os problemas se resolvem com mais subsídios", disse o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

A CNA já disse está "revoltada" com as declarações do ministro Jaime Silva, e um dos seus dirigentes pediu mesmo a demissão do ministro, enquanto a direcção da CAP está reunida para analisar as declarações que considera "graves".
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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