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Bolsa
Euronext Lisboa fecha a perder 0,77 por cento
23.06.2008 - 18h44
Por Lusa
A Euronext Lisboa fechou hoje em queda, com o PSI 20 a perder 0,77 por cento, para 9.583,51 pontos, penalizado pelo sector financeiro e EDP, com as bolsas europeias a apresentar um cenário misto.
Dos 20 títulos que compõem o índice de referência da bolsa nacional, 16 desceram, três subiram e um manteve-se inalterado, numa sessão de razoável liquidez com 49,4 milhões de acções transaccionadas, no valor de 161,6 milhões de euros.
Lisboa fechou no vermelho, numa Europa mista, com os mercados a registarem fracas subidas e vários sectores a não conseguir acompanhar a recuperação, sobretudo motivada pelo sector petrolífero, depois da OPEP não ter tomado uma decisão concreta sobre o aumento de produção durante a conferência do passado fim-de-semana na Arábia Saudita.
No sector financeiro, os títulos continuaram a ser pressionados, especialmente os que estão mais expostos ao mercado do crédito.
De salientar também a queda maior do que o previsto do índice alemão de Confiança Económica IFO, mas ainda assim situando-se num nível bastante superior ao que a actual conjuntura económica poderia indiciar.
O índice Euronext 100 fechou a cair 0,18 por cento, para 800,86 pontos, enquanto o índice DJ Stoxx 50 avançou 0,34 por cento, para 2.933,22 pontos.
Na Europa, as oscilações dos mercados variaram entre a subida de 0,90 de Londres e a queda de 0,77 de Lisboa. Frankfurt e Paris fecharam em alta, enquanto Madrid e Milão encerraram em queda.
O PSI 20 manteve a tendência negativa que se tem verificado nos últimos dias, hoje penalizado sobretudo pelo facto de o mercado nacional "estar desprovido dos motores de subida europeia: os sectores mineiro e o petrolífero", segundo analistas do BPI.
O principal índice português foi penalizado pelo sector financeiro, com o BCP a desvalorizar 2,82 por cento, para 1,55 euros, seguido do BPI que caiu 1,78 por cento, para 2,75 euros, e depois o BES que recuou 1,30 por cento, para 10,65 euros.
No sector da energia, a EDP também encerrou no vermelho, a cair 0,71 por cento, para 3,48 euros, assim como a Galp Energia que caiu 1,15 por cento, para 14,66 euros, e a REN que desvalorizou 1,31 por cento, para 3,01 euros.
A liderar as perdas esteve a Altri, que deslizou 4,01 por cento para 2,75 euros, prolongando as quedas da semana passada e depois do anúncio das duas empresas finlandesas do sector, UPM e Stora Enso, terem divulgado que os seus resultados iriam ser inferiores ao previsto.
Em terreno negativo, fecharam também empresas como a Teixeira Duarte, Portucel e Sonae Indústria, que segundo analistas do BPI, "sofreram uma pressão vendedora, agravada pela sua falta de liquidez".
No sector das telecomunicações, a Zon Multimedia recuou 0,32 por cento, para 6,28 euros, mas a Portugal Telecom liderou os ganhos da sessão, a valorizar 1,96 por cento, para 7,30 euros.
Em terreno positivo, fecharam também as acções da casa-mãe do grupo Sonae, a subir 1,25 por cento, para 0,81 euros, e da Sonaecom que avançou 0,23 por cento, para 2,21 euros.
Os títulos da Soares da Costa mantiveram-se inalterados nos 1,45 euros.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) propôs ao Governo alterações no sistema de seguros agrícolas, defendendo que devem deixar de ser de risco e passar a centrar-se no rendimento, uma mudança que custa o mesmo ao Estado.
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) defendeu hoje a criação de um mecanismo para actuar em situações de quebra de rendimento.
João Machado falava num encontro com jornalistas, para apresentar um caderno reivindicativo de 10 medidas entregue ao primeiro-ministro e ao ministro da Agricultura Jaime Silva.
"O Estado não tem que gastar mais dinheiro com a alteração" integrada nas 10 reivindicações da CAP, garantiu João Machado.
O sistema de seguros agrícolas é financiado a 60 por cento pelo Estado, num valor entre 35 milhões a 50 milhões de euros anuais, dependendo do comportamento de cada ano.
O objectivo desta proposta, que a CAP já apresentou em 2005, é adequar a situação em Portugal ao que já se passa em Espanha, ou seja, os agricultores fazem o seguro e recebem o montante respectivo quando provam existir uma quebra no seu rendimento.
Assim, na opinião da CAP, o sistema seria universal e aumentaria o número de agricultores a aderir.
Em Portugal são as seguradores a gerir o risco, enquanto em Espanha a gestão é feita por um fundo autónomo.
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