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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Bolsa
Euronext Lisboa fecha a perder 0,77 por cento
23.06.2008 - 18h44
Por Lusa 
A Euronext Lisboa fechou hoje em queda, com o PSI 20 a perder 0,77 por cento, para 9.583,51 pontos, penalizado pelo sector financeiro e EDP, com as bolsas europeias a apresentar um cenário misto.

Dos 20 títulos que compõem o índice de referência da bolsa nacional, 16 desceram, três subiram e um manteve-se inalterado, numa sessão de razoável liquidez com 49,4 milhões de acções transaccionadas, no valor de 161,6 milhões de euros.

Lisboa fechou no vermelho, numa Europa mista, com os mercados a registarem fracas subidas e vários sectores a não conseguir acompanhar a recuperação, sobretudo motivada pelo sector petrolífero, depois da OPEP não ter tomado uma decisão concreta sobre o aumento de produção durante a conferência do passado fim-de-semana na Arábia Saudita.

No sector financeiro, os títulos continuaram a ser pressionados, especialmente os que estão mais expostos ao mercado do crédito.

De salientar também a queda maior do que o previsto do índice alemão de Confiança Económica IFO, mas ainda assim situando-se num nível bastante superior ao que a actual conjuntura económica poderia indiciar.

O índice Euronext 100 fechou a cair 0,18 por cento, para 800,86 pontos, enquanto o índice DJ Stoxx 50 avançou 0,34 por cento, para 2.933,22 pontos.

Na Europa, as oscilações dos mercados variaram entre a subida de 0,90 de Londres e a queda de 0,77 de Lisboa. Frankfurt e Paris fecharam em alta, enquanto Madrid e Milão encerraram em queda.

O PSI 20 manteve a tendência negativa que se tem verificado nos últimos dias, hoje penalizado sobretudo pelo facto de o mercado nacional "estar desprovido dos motores de subida europeia: os sectores mineiro e o petrolífero", segundo analistas do BPI.

O principal índice português foi penalizado pelo sector financeiro, com o BCP a desvalorizar 2,82 por cento, para 1,55 euros, seguido do BPI que caiu 1,78 por cento, para 2,75 euros, e depois o BES que recuou 1,30 por cento, para 10,65 euros.

No sector da energia, a EDP também encerrou no vermelho, a cair 0,71 por cento, para 3,48 euros, assim como a Galp Energia que caiu 1,15 por cento, para 14,66 euros, e a REN que desvalorizou 1,31 por cento, para 3,01 euros.

A liderar as perdas esteve a Altri, que deslizou 4,01 por cento para 2,75 euros, prolongando as quedas da semana passada e depois do anúncio das duas empresas finlandesas do sector, UPM e Stora Enso, terem divulgado que os seus resultados iriam ser inferiores ao previsto.

Em terreno negativo, fecharam também empresas como a Teixeira Duarte, Portucel e Sonae Indústria, que segundo analistas do BPI, "sofreram uma pressão vendedora, agravada pela sua falta de liquidez".

No sector das telecomunicações, a Zon Multimedia recuou 0,32 por cento, para 6,28 euros, mas a Portugal Telecom liderou os ganhos da sessão, a valorizar 1,96 por cento, para 7,30 euros.

Em terreno positivo, fecharam também as acções da casa-mãe do grupo Sonae, a subir 1,25 por cento, para 0,81 euros, e da Sonaecom que avançou 0,23 por cento, para 2,21 euros.

Os títulos da Soares da Costa mantiveram-se inalterados nos 1,45 euros.



A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) propôs ao Governo alterações no sistema de seguros agrícolas, defendendo que devem deixar de ser de risco e passar a centrar-se no rendimento, uma mudança que custa o mesmo ao Estado.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) defendeu hoje a criação de um mecanismo para actuar em situações de quebra de rendimento.

João Machado falava num encontro com jornalistas, para apresentar um caderno reivindicativo de 10 medidas entregue ao primeiro-ministro e ao ministro da Agricultura Jaime Silva.

"O Estado não tem que gastar mais dinheiro com a alteração" integrada nas 10 reivindicações da CAP, garantiu João Machado.

O sistema de seguros agrícolas é financiado a 60 por cento pelo Estado, num valor entre 35 milhões a 50 milhões de euros anuais, dependendo do comportamento de cada ano.

O objectivo desta proposta, que a CAP já apresentou em 2005, é adequar a situação em Portugal ao que já se passa em Espanha, ou seja, os agricultores fazem o seguro e recebem o montante respectivo quando provam existir uma quebra no seu rendimento.

Assim, na opinião da CAP, o sistema seria universal e aumentaria o número de agricultores a aderir.

Em Portugal são as seguradores a gerir o risco, enquanto em Espanha a gestão é feita por um fundo autónomo.

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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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