| Pedro Cunha (arquivo) |
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| Mário Lino admitiu hoje que não fez ainda "um levantamento exacto dos custos das medidas" |
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, garantiu hoje que as medidas negociadas com os transportadores rodoviários de mercadorias não terão consequências negativas do ponto de vista da despesa pública nem vão pesar no Orçamento de Estado.
Hoje de madrugada o Governo chegou a acordo com as empresas rodoviárias de transporte de mercadorias para terminar a paralisação que os camionistas estavam a fazer desde a madrugada de segunda-feira.
As partes concordaram no congelamento do Imposto sobre produtos Petrolíferos, no Imposto sobre Camionagem, na redução das portagens durante a noite para os camiões e em apoios ao abate e renovação das frotas, entre outras medidas.
"Não tenho um levantamento exacto dos custos das medidas", disse hoje o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino, que assegurou que as medidas não terão "qualquer peso orçamental".
Relativamente à descida em 50 por cento das portagens para camiões que circulem em auto-estradas entre as 22h00 e as 07h00 horas, Mário Lino disse que o Estado estimulou a decisão mas não participa nos custos dessa alteração de preços.
"Eles [empresas de transportes e concessionários de auto-estradas] acordaram isso, a expensas das concessionárias", referiu o ministro, sinalizando que o Estado não deverá compensar as concessionárias de auto-estradas por essa perda de receita.
Mário Lino, que falava em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministro, manifestou hoje a "satisfação" do Governo por ter "terminado bem" um período de três dias de "redução da actividade de vários sectores económicos".
"Conseguimos, mantendo a serenidade e a responsabilidade, num curto espaço de tempo, encontrar um entendimento" com entidades empresariais do sector transportador rodoviário, afirmou o ministro.
O conjunto de medidas negociadas com os camionistas "permitem reduzir substancialmente o impacto do aumento dos combustíveis sem que isso afecte a saúde das contas públicas", acrescentou.
O governante voltou a sublinhar que desde o início o executivo recusou negociar a redução do preço do gasóleo profissional e que o sector "compreendeu a posição" do Governo.
As medidas anunciadas após as negociações ajudam o sector dos transportes rodoviários a "modernizar-se, a ser mais eficiente e mais competitivo, disse ainda Mário Lino.