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França usa dados roubados para combater evasão fiscal
Gaivotas pousam em frente a um edifício de private banking do britânico HSBC (Hongkong and Shanghai Banking Corporation) em Genebra, na Suíça. Fotografia: Valentin Flauraud/Reuters.

 
13,8 por cento
foi o valor médio da penalização das reformas dos 10.493 funcionários públicos que este ano pediram reformas antecipadas, mais 69 por cento do que em 2008. Foi o nível mais alto de reformas antecipadas em oito anos, segundo dados do Ministério das Finanças.
 

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Números avançados pela polícia
Manifestação da CGTP junta em Lisboa 200 mil pessoas
05.06.2008 - 17h45
Por Lusa 
Nélson Garrido
A CGTP reclama mais dos que as 200 mil presenças na manifestação de hoje em Lisboa
A manifestação da CGTP contra a proposta de revisão do Código do Trabalho juntou hoje em Lisboa cerca de 200 mil pessoas, segundo dados da polícia no local.

A central sindical, por seu turno, reclama a presença de mais de 200 mil pessoas na zona da Praça do Marquês do Pombal, da Avenida da Liberdade e da Praça dos Restauradores, em Lisboa, para protestar contra a proposta governamental de revisão do Código laboral.

A Avenida da Liberdade está repleta de manifestantes e o fim do cortejo está ainda na Praça do Marquês de Pombal, enquanto o líder da CGTP, Carvalho da Silva está a fazer uma intervenção político-sindical na Praça dos Restauradores, confirmou a agência Lusa no local.

A confirmarem-se os números, esta manifestação deverá, pelo menos, igualar a de 18 de Outubro, quando 200 mil pessoas se manifestaram em Lisboa contra o aumento do desemprego, da precariedade laboral, da pobreza e das desigualdades sociais.

Manuel Guerreiro, da comissão executiva da CGTP, disse à agência Lusa que "em Aveiro e no Porto não puderam vir todos os trabalhadores que estavam inscritos porque já não havia autocarros disponíveis para alugar".

"Muita gente quis vir aqui manifestar o seu protesto contra a proposta de revisão do Código do Trabalho e contra o agravamento das condições de vida, e isto não tem nada a ver com afinidades político-partidárias porque há muita gente que vota no Partido Socialista", salientou o sindicalista.

Para conseguir responder ao protesto dos que não conseguiram vir a Lisboa, o secretário-geral da CGTP anunciou a realização de manifestações em todas as regiões do país no dia 28 de Junho para continuar o protesto contra a proposta governamental de revisão do Código do Trabalho e o agravamento das condições de vida.

"Vamos encher as ruas de muitas cidades, porque não abdicamos de construir um futuro para Portugal", disse Carvalho da Silva aos cerca de 200 mil manifestantes que hoje se concentraram no centro de Lisboa, para protestar contra a proposta de revisão da legislação laboral e contra as políticas sociais do Governo.

Segundo Carvalho da Silva, o Conselho Nacional da CGTP vai reunir-se dia 23 de Junho para decidir os contornos da acção.
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João Ferreira do Amaral, professor universitário, "Diário Económico", 23-12-2009
 

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