| José Carlos Coelho (arquivo) |
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| Cerca de 200 barcos de Olhão, Fuzeta e ilha da Culatra cumprem hoje o segundo dia de paralisação |
Os pescadores do porto de Olhão decidiram ontem, por unanimidade, não permitir a venda de peixe, tendo um grupo ficado de vigília durante a noite para evitar entradas e saídas de carrinhas das instalações.
António da Branca, da Organização de Pesca do Algarve, disse hoje à Lusa que “os sócios da OPA decidiram por unanimidade impedir os comerciantes de vender ou comprar peixe no porto de Olhão, impedindo a passagem de carrinhas”.
“Durante a noite foi feita uma vigília por cerca de cem pescadores que se certificaram que não entrava nem saía peixe do porto de Olhão”, disse.
Segundo António da Branca, sexta-feira os negociantes de peixe fizeram alguns negócios, nomeadamente com peixe armazenado nos frigoríficos, atitude considerada “uma falta de respeito para com a luta dos pescadores”.
A tomada de posição dos pescadores provocou hoje de manhã um pequeno incidente, quando um pescador queria vender peixe pescado no rio. “O pescador foi arrogante, queria vender peixe pescado de forma ilegal e o produto foi atirado para o chão”, relatou.
Hoje, cerca de 200 barcos de Olhão, Fuzeta e ilha da Culatra cumprem o segundo dia de paralisação em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.