| Nuno Ferreira Santos (arquivo) |
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| Pinho propôs medidas para limitar impacto sobre "as famílias com menores rendimentos e as empresas mais frágeis" |
O ministro da Economia, Manuel Pinho, apelou hoje aos representantes da União Europeia, em Bruxelas, para "actuar de forma coordenada" para resolver os problemas colocados pela alta dos combustíveis, responsabilizando pela situação actual os mercados e a "especulação selvagem".
"Entendo que os mercados não estão a trabalhar de forma adequada" e "tudo indica que a especulação selvagem tem grande responsabilidade na situação actual", disse Manuel Pinho aos ministros responsáveis pela Competitividade dos 27.
O responsável português mostrou-se convencido que a sua iniciativa de "lançar o debate a nível europeu" sobre o preço dos combustíveis foi "extremamente bem recebida", tendo obtido "o apoio expresso de vários países, incluindo o Reino Unido e a Suécia".
Por seu lado, o ministro da Economia da Eslovénia, Andrej Vizjak, que presidiu à reunião, considerou que uma discussão sobre os preços elevados dos combustíveis é "muito importante" e lamentou não ter havido tempo "de preparar todos os documentos de base necessários para um debate efectivo".
A presidência eslovena da União Europeia pediu à Comissão Europeia que elabore uma proposta concreta para o próximo Conselho de Ministros dos 27, segundo Manuel Pinho. O ministro português espera que a UE encontre respostas para o problema "a três níveis".
Em primeiro lugar, "pensar em medidas concretas" para minimizar o impacto sobre as famílias com menores rendimentos e as empresas mais frágeis.
Por outro lado, Manuel Pinho defende que se "acelere" a adopção de um modelo menos dependente do petróleo, através da aposta nas energias renováveis e eficiência energética.
Finalmente, pretende que a Europa "desenvolva uma estratégia a nível internacional" de forma a obter um melhor funcionamento dos mercados, dado que a especulação financeira está a ter uma forte influencia na determinação do preço do petróleo a nível internacional.
"Não podemos ficar reféns dos especuladores", mas "não há uma varinha mágica para resolver a situação", conclui.