| Pedro Cunha (arquivo) |
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| Empresários da indústria transformadora e do comércio demonstram pessimismo no futuro |
O indicador de clima económico degradou-se em Maio (baixou uma décima para 0,9 pontos), após ter demonstrado alguns sinais de recuperação nos dois meses anteriores, pressionado pela indústria transformadora e comércio.
A confiança dos consumidores seguiu o mesmo caminho, reflectindo expectativas mais pessimistas sobre a evolução económica do país e financeira das famílias, escreve o Instituto Nacional de Estatística no seu inquérito mensal de conjuntura às empresas e consumidores.
Das duas componentes que mais pressionaram o indicador de clima económico, a indústria transformadora observou acentuadas quedas nos últimos meses, caindo de menos 1,6 pontos em Fevereiro, para menos dois pontos em Março, agravando no mês seguinte as expectativas dos empresários ainda mais (para menos 3,1 pontos) e finalmente em Maio caiu para menos 5,6 pontos.
No comércio, o inquérito aos empresários do sector demonstra maiores preocupações para o futuro, já que o índice caiu para menos 6,8 pontos, contra menos seis pontos no mês precedente, o pior valor registado este ano e na comparação com o mesmo mês do ano passado (foi de menos 6,1 pontos).
O comportamento favorável da construção e das obras públicas e do comércio evitou maior queda no índice geral. Apesar de se manter a níveis acentuadamente baixos, a confiança dos empresários da construção e obras públicas apresentava tendência de recuperação que começou a desenhar-se logo no primeiro mês do ano (menos 42,3 pontos, contra menos 42,7 pontos em Dezembro de 2007). Volvidos quatro meses, o indicador melhorou para menos 35,8 pontos registados em Maio, uma recuperação de 6,5 pontos que demonstra a expectativa de maior nível de obras agora que se aproxima ano de eleições legislativas (em 2009) e que entrou em vigor um novo quadro comunitário de apoios (o QREN) a projectos privados e públicos.
Ao nível do emprego, o sector da construção antecipa um maior número de trabalhadores ao seu serviço nos próximos três meses, tendência que igualmente se vem reforçando desde o primeiro dia do ano.