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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Novos alvos no combate à fraude fiscal
"Operação Furacão" apanha Joe Berardo e Horácio Roque
29.05.2008 - 08h42
Por António Arnaldo Mesquita, José Manuel Rocha 
Russell Boyce/Reuters (arquivo)
Circuitos financeiros ilegais na mira das autoridades
Empresas controladas pelos empresários Joe Berardo, Horácio Roque e Jorge Sá foram alvo de buscas realizadas pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) na terça-feira e ontem.

O conjunto de diligências, integradas na rede de investigações relacionadas com a Operação Furacão, envolveu a deslocação de investigadores a meia centenas de instalações de companhias detidas pelos três investidores.

Confirmada ontem ainda pela Procuradoria-Geral da República, a operação foi coordenada no terreno pelo procurador Rosário Teixeira e visava detectar documentação relacionada com alegados crimes de fraude fiscal, facturas falsas e branqueamento de capitais. Os investigadores analisaram documentação e suportes informáticos num procedimento que continua ainda em aberto.

O PÚBLICO confirmou que os agentes da justiça estiveram em várias empresas ou instituições que são dominadas pelos dois empresários. É o caso da Rentipar, a holding pessoal de Horácio Roque, que controla o Banif, e da Metalgest, sociedade a partir da qual Joe Berardo gere a suas aplicações financeiras. A Fundação Berardo foi igualmente objecto de busca, assim como as instalações da Empresa Madeirense de Tabacos e do Hotel Savoy (Funchal), ambos detidos em conjunto por Berardo e Roque. Foram também abrangidas empresas de Jorge Sá, empresário madeirense que patrocina o Marítimo.

Os dois investidores, que se lançaram no mundo dos negócios na África do Sul, confirmaram, através do porta-voz, a realização da diligência policial. Trata-se, para os dois empresários, de "uma actuação normal", "que as autoridades têm o direito e o dever de fazer" para assegurar que o mercado funciona.

Os investigadores mobilizados pelo DCIAP procuraram, nas empresas que visitaram, documentação diversa relativa, essencialmente, a operações através de empresas sediadas em paraísos fiscais. O objectivo é determinar o recurso a facturas falsas emitidas a partir de empresas instaladas em off-shores. Esta facturação falsa permite iludir o fisco e fazer com que se perca o rasto ao capital com que foram liquidadas. Um tipo de procedimento a que, muitas vezes, se chama "planeamento fiscal agressivo", na gíria dos negócios.

Joe Berardo foi, na passada terça--feira (dia do início das buscas) um dos protagonistas da assembleia geral do BCP, tendo sido escolhido pelos accionistas do banco presentes para liderar a comissão de remunerações e previdência.

Mais de 250 arguidos

A Operação Furacão investiga alegados crimes de fraude fiscal, abuso de confiança e branqueamento de capitais.

O processo global foi repartido por oito inquéritos que envolvem já a constituição de mais 250 arguidos de diferentes proveniências.

Um balanço realizado recentemente pelo PÚBLICO mostrava que, desde que a operação foi lançada pelas autoridades, muitos dos envolvidos optaram pelo pagamento de valores em dívida ao fisco, num total de 250 milhões de euros.

Desde 2005

A Operação Furacão foi lançada pelas autoridades judiciais em 2005, com investigações dirigidas a quatro bancos portugueses - Banco Espírito Santo, Banco Comercial Português, Banco Português de Negócios e Finibanco.

Ao longo de dois anos, foram sendo conhecidas novas diligências envolvendo empresas diversas como as construtoras Mota-Engil e Soares da Costa, a Porto Editora e a Texto Editora.

O processo é um dos maiores até hoje em Portugal e envolve no rol de suspeitos empresários e advogados.

Os protagonistas

Joe Berardo, o investidor que adora arte

Joe Berardo foi presença assídua nos meios de comunicação social no último ano. Primeiro, na oposição à OPA da Sonaecom sobre a Portugal Telecom. Depois, no imbróglio em que se tornou o BCP - anteontem foi eleito presidente da comissão de remunerações, por entre alguma polémica que a indigitação incendiou. Antes, destacara-se na negociação do museu que acabou por ser instalado no CCB.

Para além do Millennium BCP e da Portugal Telecom, Berardo tem posições importantes na Cimpor, na área dos vinhos (JP Vinhos, Aliança e Sogrape) e em negócios na Madeira, juntamente com Horácio Roque. O homem que veste de preto tem um coração que bate vermelho. Mas o raide que tentou sobre o Benfica acabou por falhar.

Horácio Roque, da África do Sul para a banca

O principal activo do empresário Horácio Roque, que fez fortuna na África do Sul - como Joe Berardo, aliás - é o grupo Banif. Que actua na área da banca (nas suas diversas vertentes) e dos seguros. Após um período de consolidação no mercado interno, o Banif tem agora uma estratégia de internacionalização - Cabo Verde, Espanha, Malta e Brasil são alguns dos países que integram o seu plano de expansão.

Numa outra lógica de intervenção, Horácio Roque é sócio de Américo Amorim na Finpro, uma sociedade criada para realizar investimentos em empresas que gerem infra-estruturas. É o caso da posição assumida (37 por cento) no maior operador portuário espanhol - o Grup TCB -, que tem a seu cargo 13 terminais também da carteira do Grup TCB. E das participações na Thames Water (empresa de água no Reino Unido) e na Cory Environmental Holdings Limited, que trata os lixos de Londres.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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