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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Lojas discount e produtos brancos ganham espaço
Portugueses mudam-se para supermercados mais baratos
25.05.2008 - 09h12
Por Ana Rita Faria 
DR
No ano passado, os discount foram o formato de loja a registar maior aumento no gasto médio dos lares em valor
Com a inflação a aumentar e os salários a manterem-se no mesmo ponto, os portugueses sentem cada vez menos dinheiro no bolso. A agravar o cenário, os preços dos produtos alimentares disparam a cada dia que passa e tornam cada vez mais pesados os custos com a alimentação. Solução? A procura de alternativas mais económicas. O segmento das lojas discount (como o Lidl, Minipreço, Plus ou Netto) e as marcas próprias das grandes cadeias estão a ser alguns dos beneficiários com esta mudança dos hábitos de consumo.

No ano passado, os discount foram o formato de loja a registar maior aumento (14 por cento) no gasto médio dos lares em valor; os supermercados aumentaram dez por cento e os hipermercados quatro por cento, de acordo com uma análise realizada pela empresa de estudos de mercado AC Nielsen. A seguir aos supermercados e aos hipermercados, os discount são o local preferido para as compras dos portugueses e foram mesmo os que registaram um maior aumento de quota de compras em 2007 - de 15,8 para 17,4 por cento.

Paralelamente, também as marcas próprias estão em destaque e crescem a uma taxa superior à do mercado. Segundo a Nielsen, aumentaram a sua quota de compras de 23,7 para 27,5 por cento no ano passado e estão já a alargar terreno este ano. Curiosamente, estão a conseguir mais popularidade precisamente nos produtos que têm sofrido uma maior subida dos preços, o que quer dizer que o impacto da crise alimentar está também a levar os portugueses a introduzir alterações nos seus hábitos de consumo.

De acordo com um estudo da TNS Worldpanel, uma empresa de estudos de mercado sobre o consumidor, as famílias portuguesas gastaram no primeiro trimestre deste ano mais 6,2 por cento em alimentação do que no mesmo período do ano passado. Assim, de 353,7 euros nos primeiros três meses de 2007 passaram a gastar 375,7 euros no início deste ano. Na subida dos custos com a alimentação pesaram sobretudo as variações de 2007 para 2008 dos gastos médios com massas alimentícias (mais 34,4 euros), arroz (19,4) e leite UHT (16,9).

Os consumidores saíram a perder, mas as marcas próprias ficaram a ganhar. Segundo a Nielsen, a quota de valor das marcas próprias (em hipermercados, supermercados e lojas tradicionais, exceptuando o Lidl) acompanhou o aumento dos preços nos produtos alimentares no início deste ano. As massas alimentícias ganharam a dianteira, com mais 6,1 por cento de quota (de 25,4 no início de 2007 para 31,5 em 2008), seguindo-se o leite UHT, com mais 4,5 por cento, e o arroz, com mais 3,6.

A manter-se esta correlação entre preços elevados e marcas próprias, o ano de 2008 será bastante favorável a este segmento do mercado. Fundando-se em dados avançados pela Comissão Europeia em relação ao aumento dos preços das matérias-primas, a TNS estima que as famílias portuguesas vão gastar este ano mais 620 euros em alimentação do que no ano passado, ou seja, uma média de mais 50 euros por mês. Assim, de uma despesa de 1591 euros em 2007, as famílias vão passar a uma outra de 2211 euros em 2008. Quem vai sofrer o maior impacto vão ser as famílias de rendimentos baixos e médios que sejam, simultaneamente, as mais numerosas. Uma condição que abrange actualmente cerca de 528 mil lares e mais de 2,1 milhões de portugueses.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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