| Carla Carvalho Tomás (arquivo) |
 |
| O consumo das famílias e o ambiente empresarial está a degradar-se |
Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal confirmam que a economia manteve em Abril a tendência de degradação demonstrada no primeiro trimestre do ano, quando o Produto Interno Bruto recuou 0,2 por cento em relação ao trimestre precedente.
O indicador coincidente do consumo privado do Banco de Portugal desceu (0,2 por cento) em Abril pela primeira vez em quase cinco anos, após oito meses a abrandar consecutivamente, desde o patamar de 1,9 por cento registado durante Junho, Julho e Agosto do ano passado.
O indicador coincidente de actividade do mesmo mês aponta para o mesmo sentido, o abrandamento da economia (avançou 0,7 por cento), culminando seis meses de descida desta rubrica determinada pelo Banco de Portugal.
O indicador coincidente de actividade sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, à situação financeira das famílias, às novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.
O sentimento económico, outra medida do andamento da economia, caiu no quarto mês do ano, passando de 100,4 pontos em Março para 96,4 pontos em Abril.