| Miguel Madeira (arquivo) |
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| Ferreira de Oliveira defende que ninguém controla o preço do crude nos mercados internacionais |
A Galp Energia obteve um resultado líquido ajustado de 109 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um valor que representa uma redução de 8,4 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje a empresa em comunicado.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (sigla em inglês, EBITDA) aumentou 3,3 por cento, para 234 milhões de euros, disse o presidente da petrolífera em conferência de imprensa.
Manuel Ferreira de Oliveira reconheceu que o segmento de refinação e distribuição registou piores valores do que há um ano, recuando 47 por cento (margem de refinação), mas as vendas de gás compensaram, em parte, este decréscimo na refinação, avançando 32 por cento, para 1471 milhões de metros cúbicos.
No decorrer da apresentação de resultados, o presidente da Galp aproveitou a presença da imprensa para lamentar “intervenções públicas que manifestam total desconhecimento do sector e confundem a opinião pública". "Perturba-nos que pessoas não preparadas se transformem em especialistas do sector, o que só serve para confundir o mercado", adiantou Ferreira de Oliveira, acrescentando que tem havido a tentativa de alarmar e confundir os 250 a 300 mil clientes servidos diariamente pela Galp Energia nos seus postos de abastecimento de combustíveis.
Segundo o presidente da Galp, os preços do crude não são controlados por ninguém, nem mesmo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o cartel dos países que mais petróleo vende no mundo. No seu entender, o actual empolamento do preço do crude vendido em Londres, o mercado de referência para Portugal, explica-se pelo número anormalmente elevado de transacções de crude realizadas na bolsa de matérias-primas.
O actual momento de instabilidade dos mercados financeiros torna as matérias-primas, como o petróleo, um sector de refúgio dos investidores, sustentou ainda Ferreira de Oliveira. Portanto, no seu entender, o aumento acentuado do preço do crude é uma realidade para a qual "nada podemos fazer".