| Nuno Ferreira Santos (arquivo) |
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A economia portuguesa apenas deverá crescer 1,5 por cento este ano, anunciou hoje o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Este valor fica bastante abaixo dos 2,2 por cento inicialmente previstos pelo Governo e afastados dos 1,9 por cento registados no ano passado. Em 2009, segundo o ministro, Portugal deverá crescer dois por cento.
"Com critérios de prudência e realismo procedemos a uma revisão do crescimento económico para 1,5 por cento", disse Teixeira dos Santos, na conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros.
O Governo previa para 2008 um crescimento económico de 2,2 por cento, enquanto as previsões do FMI são de 1,3 por cento e as da Comissão Europeia apontam para uma aceleração de 1,7 por cento.
Segundo as novas previsões do Governo, em 2009 a economia portuguesa deverá crescer dois por cento, acelerando para 2,2 por cento em 2010 e 2011.
Apesar da desaceleração registada entre 2007 e 2008, o Governo prevê que, ainda assim, a taxa de desemprego diminua de oito por cento em 2007 para 7,6 por cento este ano. Esta desaceleração da taxa de desemprego deverá manter-se em 2010 e 2011 com o número de desempregados em percentagem da população activa a situar-se, respectivamente, em 7,2 e 6,9 por cento.
Quanto à inflação, o ministro das Finanças prevê que se situe nos 2,6 por cento este ano e diminua para 2,2 por cento em 2009.
Recorde-se que, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa abrandou no primeiro trimestre deste ano, apresentando um crescimento real de 0,9 por cento em termos homólogos, o que correspondeu a menos nove décimas do que o valor apurado no trimestre anterior também em termos homólogos.
Já a evolução da economia portuguesa de Janeiro a Março, face aos últimos três meses de 2007, registou uma variação negativa de 0,2 por cento, o que correspondeu também a uma desaceleração de 0,9 décimas quando se compara com a variação em cadeia dos últimos dois trimestres de 2007.