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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Segundo dados do Instituto de Gestão do Crédito Público
Mudança de regras leva à fuga de 422 milhões dos certificados de aforro em três meses
14.05.2008 - 09h04
Por Sérgio Aníbal 
A poupança realizada pelos portugueses utilizando os certificados de aforro caiu, durante os últimos três meses, 422 milhões de euros, na sequência das alterações introduzidas pelo Governo neste produto a partir de Fevereiro.

Segundo os dados ontem divulgados pelo Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) manteve-se, durante o passado mês de Abril, a tendência de abandono dos certificados de aforro por parte de um número significativo de investidores. O valor de resgates foi de 234 milhões de euros, exactamente o dobro das novas emissões, que se ficaram pelos 117 milhões de euros.

Nos dois meses anteriores já se tinham registado números semelhantes. Em Fevereiro, os resgates chegaram aos 260 milhões de euros e, em Março, aos 242 milhões. No total dos últimos três meses, registou-se uma evolução do stock de certificados de aforro negativa de 422 milhões de euros, um resultado de que não há registo nas estatísticas publicadas pelo IGCP sobre este instrumento de dívida pública. Isto apesar de a recente subida das taxas de juro no mercado internacional ter tornado os produtos de poupança mais atractivos.

O fenómeno é explicado pelo facto de os aforradores estarem a reagir negativamente à alteração das regras deste produto. No final de Janeiro, o Governo anunciou o fim de novas emissões na série B dos certificados de aforro e a redução da taxa de juro aplicada a essa mesma série para todos os seus detentores e lançou a nova série C, que, mantendo uma taxa de juro semelhante, prevê prémios de permanência bastante menos atractivos.

Confrontados com este cenário, os portugueses fizeram as contas e optaram, em alguns casos, por produtos alternativos entretanto lançados pela banca (ver texto em baixo). As alterações feitas às regras dos certificados de aforro foram justificadas pelo Governo com o argumento de que este instrumento de dívida implicava mais custos para o Estado do que outros, como os bilhetes e obrigações do Tesouro. Além disso, vários membros do Executivo têm defendido que este produto continua a ser competitivo e apresentam o actual stock de dívida emitida através de certificados (17.763 milhões de euros) como prova.

Os mais críticos, no entanto, assinalam a importância que os certificados de aforro têm no estímulo à poupança dos portugueses e acusam o Governo de alterar, no caso da série B, as regras a meio do jogo. Quem tivesse adquirido 1000 certificados de aforro da série B no dia 25 de Janeiro deste ano (investimento de quase 2500 euros), poderia contar, num cenário de manutenção das regras, com um rendimento de cerca de 24 euros até agora. No entanto, pelo facto de as taxas de juro terem sido reduzidas pelo Governo, o ganho obtido acabou por se situar em apenas 18 euros.

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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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