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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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Segundo Luís Parreirão, administrador e ex-secretário de Estado das Obras Públicas
Negociações para introdução de portagens nas Scut retomadas há um mês
02.05.2008 - 15h21
Por Lusa 
Enric Vives Rubio
As concessionárias das três Scut já estão a testar soluções técnicas para a cobrança de portagens
As negociações entre o Governo e as concessionárias das três auto-estradas sem custos para o utilizador (Scut) para a introdução de portagens foram retomadas "há cerca de um mês", disse hoje o presidente da Mota-Engil concessões.

"Houve várias conversas com o Governo no último mês", disse Luís Parreirão, antigo secretário de Estado das Obras Públicas, precisando que tem sido feita "uma abordagem contratual e técnica" da transformação das Scut Costa de Prata, Grande Porto e Norte Litoral em vias com portagem real.

"Há conversas em curso e nós temos trocado saudavelmente opiniões com o Estado para chegarmos a um acordo", afirmou o presidente da Mota-Engil Concessões de Transporte que, através da Lusoscut, gere as Scut do Grande Porto e da Costa da Prata.

Além de reuniões, a troca de informações entre as duas concessionárias das três Scut - Lusoscut e Euroscut, da Cintra/Ferrovial - e o Governo também tem sido feita por carta.

"Houve mais do que uma carta. É a forma como nos correspondemos", disse o responsável pelas concessões do grupo Mota-Engil, acrescentando que as negociações ainda estão numa "fase muito técnica".

De acordo com o responsável, estas cartas continham "referências de ordem técnicas, como cláusulas contratuais, e conclusões de algumas reuniões". "Estamos numa fase muito técnica, mas que é essencial para ter outro tipo de conversas, como por exemplo a fixação de prazos para introdução das portagens", explicou Luís Parreirão.

Questionado sobre o tempo que podem demorar as negociações, o responsável escusou-se a adiantar um prazo, referindo apenas que acredita que será "fácil chegar a um acordo de vontades".

A Lusa contactou a Cintra/Ferrovial, mas o grupo espanhol Cintra escusou-se a fazer qualquer comentário sobre o assunto.

A introdução de portagens nas Scut obrigará a que o Governo chegue a um acordo com as concessionárias sobre a renegociação das condições de exploração e defina quais os troços a portajar, a sua dimensão e qual a tarifa de referência para fixar o preço das portagens.

Em Fevereiro último, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, disse que havia um sindicato bancário envolvido nas negociações.

Para que a cobrança de portagens possa começar a ser feita, o Governo terá também de negociar com as autarquias, uma vez que há vias que deverão ficar isentas devido à inexistência de alternativas.

O modelo técnico de cobrança das portagens é outra das questões que o Executivo terá de solucionar, uma vez que obriga a alterações, incluindo de natureza legislativa.

As concessionárias das três Scut já estão a testar soluções técnicas para a cobrança de portagens.

O grupo espanhol Cintra, que controla a Euroscut Norte Litoral, instalou naquela via um pórtico que está a testar a solução técnica para a cobrança de portagens sem recurso a barreiras físicas, um sistema que é actualmente utilizado na Ponte da Lezíria, entre Carregado e Benavente.

Já a Lusoscut seleccionou a portuguesa Q-Free e a austríaca Kapsch para os projectos-piloto que tem a decorrer nas SCUT do Grande Porto e da Costa de Prata.

O governo anunciou em Outubro de 2006 a decisão de passar a cobrar em 2007 portagens nas Scut que cumprissem vários critérios, como a existência de vias alternativas gratuitas e que as zonas a atravessar tivessem um Produto Interno Bruto (PIB) igual ou superior a 80 por cento do valor nacional.

Das sete Scut existentes, a regra seria aplicada a três delas: Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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