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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Fisco vendeu imóvel avaliado em cinco milhões de euros por 450 mil euros
Tribunal absolve seis dos sete arguidos na venda da Lanalgo
16.04.2008 - 09h08
Por João Ramos de Almeida 
Ricardo Brito (arquivo)
A prova levada a tribunal foi insuficiente para condenar quatro funcionários tributários
Os juízes do tribunal criminal da Boa-Hora que julgaram o caso Lanalgo deixaram implícita na sentença uma crítica à investigação da Polícia Judiciária (PJ), referindo que se ficou "na fronteira" e que a "única solução era a absolvição". Seis dos sete arguidos foram absolvidos, tendo um deles sido condenado a 50 meses de prisão remível a multa, por peculato.

A sentença, citada pelo Jornal de Notícias, dá conta de que a prova produzida foi insuficiente para condenar por crime de participação económica em negócio os quatro funcionários tributários, os dois proprietários de uma leiloeira e um empresário. Os factos apurados tornam o caso numa "infeliz coincidência". E acrescentam os juízes: "Ficámos na fronteira, mas a única solução era a absolvição."

O caso começou por ser publicitado em 2000 pela liquidadora judicial e pelos trabalhadores da Lanalgo, indignados pelo facto de a administração fiscal ter vendido à pressa, sem cuidado nem cumprindo as regras legais, o único activo valioso da massa falida da empresa.

O fisco vendera um imóvel avaliado em cinco milhões de euros por 450 mil euros, a uma firma com sede no "off-shore" de Gibraltar, mais tarde verificado ser propriedade do empresário António Varela, dono do grupo Tiner, proprietário de centenas de hectares na zona da Ota e do avião apreendido em 2004 na Venezuela com 400 quilos de cocaína a bordo.

A investigação da PJ iniciou-se no final de 2000, após a abertura do processo disciplinar a quatro funcionários, por instrução do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. A PJ efectuou diversas buscas em casa de funcionários tributários, designadamente dos directores de Finanças de Lisboa. A saída de Maria José Morgado da direcção da PJ foi entendida pelos trabalhadores como um golpe fatal.

Em Dezembro de 2006, o juiz do 5.º juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa confirma a acusação do Ministério Público (MP) e decidiu levar a julgamento sete arguidos. O MP considerava serem co-autores do crime de participação económica em negócio, estando sujeitos a uma pena até cinco anos de prisão. O chefe de repartição do 3.º Bairro Fiscal foi ainda acusado de peculato por usar dinheiro público e um crime de subtracção de documentos.

Em Julho de 2007, iniciou-se o julgamento. Nas sessões, segundo representantes dos ex-trabalhadores, foi visível a contradição entre os diversos depoimentos dos arguidos, bem como o facto de a investigação policial ter deixado diversas lacunas. O chefe de repartição de Finanças acusou o director distrital de Finanças e o director distrital adjunto acusou mesmo a opção de venda de ter sido política. O próprio secretário de Estado teria sabido de tudo.

Na passada segunda-feira foi lida a sentença. Todos os sete arguidos foram absolvidos do crime de conluio em negócio. Já o chefe de repartição de Finanças foi acusado de peculato, condenado a 50 meses de prisão mas, dada a sua carreira na administração fiscal, remível a multa a 15 euros por dia.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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