| Nuno Ferreira Santos (arquivo) |
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| João Figueiredo diz que, por agora, não há condições para alterar o que foi negociado no final do ano passado |
O secretário de Estado da Administração Pública afastou hoje a possibilidade de haver aumentos intercalares dos salários dos funcionários públicos decorrente do agravamento da inflação, que em Março atingiu 3,1 por cento, em valores homólogos, e 2,6 por cento, na média dos últimos doze meses.
Este último valor serve de referência para a negociação dos salários para o sector e no final do terceiro mês do ano o valor já vai nos 2,6 por cento, um diferencial de meio ponto percentual em relação ao aumento dos salários da função pública deste ano.
Ontem, a Frente Comum e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado exigiram uma revisão dos salários deste ano, com o argumento que os funcionários já estão a perder poder de compra apenas neste trimestre do ano.
Na reunião desta manhã entre sindicatos e João Figueiredo, este afirmou que este ano não há condições para aumentos extraordinários, avança a TSF.
“É uma questão que tem de ser vista no momento próprio e no processo negocial próprio, que não é agora, mas em Setembro”, lembrou João Figueiredo.