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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Vieira da Silva defende flexisegurança em conferência no Porto
Ministro do Trabalho admite que Portugal tem das legislações laborais “mais rígidas do Mundo”
12.04.2008 - 15h17
Por Lusa 
Miguel Madeira (arquivo)
Vieira da Silva diz ser necessário "um ambiente de mais diálogo e de menos crispação" entre os parceiros sociais
O ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, admitiu hoje que Portugal tem uma das legislações laborais “mais rígidas do Mundo”, defendendo uma maior aposta na "flexisegurança".

"É a legislação laboral mais rígida dos estados membros da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico], de acordo com esta organização", disse Vieira da Silva, na conferência "Flexibilidade + segurança = flexisegurança", organizada pelo gabinete da eurodeputada socialista Jamila Madeira.

O ministro realçou que as uniões europeias de sindicatos e empregadores aprovaram em Dezembro uma declaração conjunta em que admitem que a flexibilidade para empregadores e a segurança para trabalhadores, "se devidamente aplicadas, podem criar uma situação ganhadora para ambas as partes".

Para Vieira da Silva essa pode vir também a ser a realidade portuguesa, sublinhando, no entanto, que é necessário que tudo decorra "num ambiente de mais diálogo e de menos crispação" do que o que existe actualmente entre os parceiros sociais.

O ministro reconheceu que estão a aumentar as "contratações atípicas" e é "escassa a efectividade da lei" laboral, devido a "debilidades na fiscalização" e a "especificidades na arquitectura legal". Na opinião de Vieira da Silva, a "rigidez na organização do trabalho" está "claramente" a prejudicar a competitividade da economia portuguesa.

Para contrariar essa tendência, Vieira da Silva defendeu a adopção por Portugal de um modelo de "flexisegurança" semelhante ao da Dinamarca, mas se entendido como "um processo de mudança e não como uma norma".

O esforço da capacidade de adaptação das empresas, a aposta na formação e a protecção nas transições entre empregos, "cada vez mais frequentes ao longo da vida", são, para o ministro, as "áreas críticas" para que a "flexisegurança" resulte.

O autor do relatório do Parlamento Europeu sobre "flexigurança", o eurodeputado dinamarquês Ole Christensen, reconheceu que "se calhar 'segurbilidade' é uma melhor palavra para definir o modelo", por dar ênfase à vertente da segurança. "Mas é apenas uma palavra", frisou, defendendo que os restantes estados europeus reforcem a sua competitividade global adoptando modelos sociais e laborais inspirados no dinamarquês, mas não necessariamente iguais.

Ole Christensen salientou que a taxa de desemprego na Dinamarca é de dois por cento, muito inferior à de Portugal (oito por cento) e à média da União Europeia (sete por cento), e realçou que, em 2006, a economia dos 27 cresceu apenas 1,8 por cento, bastante menos do que a dos Estados Unidos (4,3 por cento), Índia (seis por cento) e China (nove por cento).
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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