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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Vieira da Silva defende flexisegurança em conferência no Porto
Ministro do Trabalho admite que Portugal tem das legislações laborais “mais rígidas do Mundo”
12.04.2008 - 15h17
Por Lusa 
Miguel Madeira (arquivo)
Vieira da Silva diz ser necessário "um ambiente de mais diálogo e de menos crispação" entre os parceiros sociais
O ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, admitiu hoje que Portugal tem uma das legislações laborais “mais rígidas do Mundo”, defendendo uma maior aposta na "flexisegurança".

"É a legislação laboral mais rígida dos estados membros da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico], de acordo com esta organização", disse Vieira da Silva, na conferência "Flexibilidade + segurança = flexisegurança", organizada pelo gabinete da eurodeputada socialista Jamila Madeira.

O ministro realçou que as uniões europeias de sindicatos e empregadores aprovaram em Dezembro uma declaração conjunta em que admitem que a flexibilidade para empregadores e a segurança para trabalhadores, "se devidamente aplicadas, podem criar uma situação ganhadora para ambas as partes".

Para Vieira da Silva essa pode vir também a ser a realidade portuguesa, sublinhando, no entanto, que é necessário que tudo decorra "num ambiente de mais diálogo e de menos crispação" do que o que existe actualmente entre os parceiros sociais.

O ministro reconheceu que estão a aumentar as "contratações atípicas" e é "escassa a efectividade da lei" laboral, devido a "debilidades na fiscalização" e a "especificidades na arquitectura legal". Na opinião de Vieira da Silva, a "rigidez na organização do trabalho" está "claramente" a prejudicar a competitividade da economia portuguesa.

Para contrariar essa tendência, Vieira da Silva defendeu a adopção por Portugal de um modelo de "flexisegurança" semelhante ao da Dinamarca, mas se entendido como "um processo de mudança e não como uma norma".

O esforço da capacidade de adaptação das empresas, a aposta na formação e a protecção nas transições entre empregos, "cada vez mais frequentes ao longo da vida", são, para o ministro, as "áreas críticas" para que a "flexisegurança" resulte.

O autor do relatório do Parlamento Europeu sobre "flexigurança", o eurodeputado dinamarquês Ole Christensen, reconheceu que "se calhar 'segurbilidade' é uma melhor palavra para definir o modelo", por dar ênfase à vertente da segurança. "Mas é apenas uma palavra", frisou, defendendo que os restantes estados europeus reforcem a sua competitividade global adoptando modelos sociais e laborais inspirados no dinamarquês, mas não necessariamente iguais.

Ole Christensen salientou que a taxa de desemprego na Dinamarca é de dois por cento, muito inferior à de Portugal (oito por cento) e à média da União Europeia (sete por cento), e realçou que, em 2006, a economia dos 27 cresceu apenas 1,8 por cento, bastante menos do que a dos Estados Unidos (4,3 por cento), Índia (seis por cento) e China (nove por cento).
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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