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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Perto de 900 pessoas serão despedidas
Trabalhadores da Delphi e da Yazaki encaminhados para formação profissional e criação de empresas
08.04.2008 - 09h17
Paulo Ricca (arquivo)
A Delphi vai dispensar perto de 500 trabalhadores, a Yazaki 400
Os ministérios da Economia e da Inovação e do Trabalho e da Solidariedade Social vão encaminhar os trabalhadores despedidos das unidades da Delphi em Ponte de Sor e da Yazaki em Vila Nova de Gaia para a formação profissional e a criação de empresas.

Num comunicado conjunto, os dois ministérios asseguram que vão intervir "em dois sentidos complementares: formação profissional e ajuda à criação de empresas, ao abrigo dos instrumentos de apoio ao empreendedorismo".

"Para o efeito, serão instaladas duas unidade de acolhimento - uma em Gaia e outra em Ponte de Sor - com técnicos do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI)", lê-se na nota de imprensa.

Ainda de acordo com o texto, serão igualmente "disponibilizados recursos regionalmente orientados para a criação de empresas", estando, em paralelo, "a ser estudada a viabilidade de apresentação de uma candidatura ao Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, sob gestão da Comissão Europeia".

Segundo as duas tutelas, o Governo, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e o Instituto do Emprego e Formação Profissional têm acompanhado de perto a evolução da Delphi e da Yazaki, actuando em vários planos.

Num primeiro plano, através de diligências junto das casas mãe, manifestando interesse e disponibilidade em acolher investimentos de diversificação de actividades com maior valor acrescentado e conteúdo tecnológico no nosso país e fixando os parâmetros do pacote de incentivos a disponibilizar, nomeadamente ao abrigo do regime contratual.

"Em consequência, está em fase negocial um investimento já apresentado à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal pela Yazaki", assegura o comunicado.

Num segundo plano, e quanto à Delphi, está a ser feita uma procura de potenciais comparadores da unidade industrial de Ponte de Sor, estando em curso "negociações privadas entre a Delphi e potenciais compradores de parte substancial das actividades que se desenvolvem nesta unidade industrial", afirmam os ministérios.

A tutela da Economia e da Inovação e a do Trabalho e da Solidariedade Social assinalam também que, num trabalho desenvolvido em articulação com as autoridades locais já foi obtida uma garantia do grupo Jerónimo Martins em como acolherá "pelo menos uma centena de trabalhadores da unidade industrial da Yazaki".

Na sexta-feira foi anunciado, o encerramento da Delphi, em Ponte de Sor, com efeitos programados até ao final do primeiro trimestre de 2009, e a descontinuidade da produção de cablagens M59 na unidade industrial da Yazaki, em Vila Nova de Gaia, com efeitos até 30 de Abril.

A Delphi invoca três razões essenciais para dispensar perto de 500 trabalhadores: a situação de falência da empresa nos EUA, a reestruturação do grupo à escala mundial (com alienação de algumas áreas de negócios, entre as quais, parte substancial das localizadas em Ponte de Sor) e a perda de rentabilidade das exportações de mais de 50 por cento da produção desta filial, que se destina ao mercado norte-americano, face à valorização do euro face ao dólar.

Quanto à Yazaki, o despedimento de 400 funcionários é justificada com "a conjuntura económica mundial e a constante pressão para a redução de custos na indústria automóvel", que "tem contribuído para acentuar as dificuldades vividas neste sector" de cablagens, informa a nota de imprensa assinada pelo secretário de estado Adjunto, da Indústria e Inovação, António Castro Guerra, e pelo secretário de estado do Emprego e da Formação Profissional, Fernando Medina.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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