• 21 de Novembro de 2009
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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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Reacção
Manuel Pinho nega represálias contra António Borges
30.03.2008 - 14h00
Por Lusa 
Carlos Lopes (arquivo)
Empresário acusou ministro de exigir pedido de desculpas pela crítica à mudança de presidência na EDP
O ministro da Economia, Manuel Pinho, negou hoje alguma vez ter exigido um pedido de desculpas a António Borges sobre as acusações que fez sobre a EDP e disse não se lembrar de ter falado com o economista após o congresso do PSD de 2005.

Em entrevista hoje ao PÚBLICO, António Borges acusou Manuel Pinho de "exigir a apresentação de um pedido de desculpas" pela sua crítica à forma como foi conduzida a mudança de presidência na EDP, "caso contrário nunca mais haveria trabalho para o [banco] Goldman Sachs em Portugal". "Aliás, como nunca mais houve", acrescentou António Borges, que na altura era vice-presidente daquele banco norte-americano.

António Borges acusou ainda Manuel Pinho de lhe ter comunicado pessoalmente que "todos os contratos com o Goldman Sachs estavam cancelados" no dia seguinte ao congresso do PSD de 2005, em que o economista se disponibilizou para ajudar o partido a fazer oposição ao governo.

Manuel Pinho falava aos jornalistas em Viseu, no final da assinatura de contratos do QREN com 27 pequenas e médias empresas de todos o país. Recordando que os "banqueiros são normalmente muito reservados", Manuel Pinho considerou "peculiar que três anos depois, um gestor de banca venha falar de episódios".

Pinho negou ter feito qualquer contrato com o Goldman Sachs ou qualquer outro banco para consultoria financeira para resolver a situação, que considerou grave, no sector energético, porque o que estava em causa era "uma decisão política". Admitiu, porém, que a EDP pudesse ter um contrato com aquele banco, remetendo para governos anteriores qualquer explicação sobre "verbas envolvidas nessa consultoria e os resultados obtidos".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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