• 20 de Novembro de 2009
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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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Nova taxa entra em vigor a 1 de Julho
Governo baixa taxa do IVA de 21 para 20 por cento
26.03.2008 - 15h35
Por Eduardo Melo, Vítor Costa 
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
José Sócrates disse que a baixa do IVA é de apenas um ponto percentual porque subsiste uma crítica situação financeira internacional
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo vai baixar a taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) para 20 por cento, com efeitos práticos a partir de 1 de Julho. A taxa actual é de 21 por cento depois de o actual Governo a ter aumentado em dois pontos percentuais no início da legislatura.

A decisão do Governo surge no mesmo dia em que o Instituto Nacional de Estatística anunciou que o défice orçamental do ano passado foi de 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

A redução do IVA terá efeitos já este ano, depois de uma proposta de lei a ser apresentada à Assembleia da República em breve, na sequência da aprovação de amanhã em Conselho de Ministros.

A baixa do défice público (2,6 por cento) para valores bem abaixo do que se previam (três por cento) – “o valor mais baixo atingido na democracia portuguesa” –, destacou Sócrates em conferência de imprensa, conjugado com a redução da dívida pública em um ponto percentual do PIB, antecipando em um ano as previsões do Governo, são razões apontadas pelo primeiro-ministro para uma menor carga fiscal sobre os portugueses.

Na continuidade dos resultados apurados no ano passado, José Sócrates quis demonstrar que a decisão anunciada hoje pelo Governo baseia-se igualmente nos números obtidos nos primeiros dois meses do ano. Segundo o chefe do Governo, o saldo do subsector Estado baixou em 72 milhões de euros nesse período, em comparação com idêntico período de 2007, e o saldo da Segurança Social também melhorou, “mais do que duplicando”, face a Janeiro e Fevereiro do ano passado.

O trabalho de Fernando Teixeira dos Santos e de todo o Ministério das Finanças, que resultou na baixa do défice e da dívida público em relação ao PIB, foi elogiado pelo primeiro-ministro, bem como o “esforço dos portugueses” nestes últimos anos, a quem foram “pedidos sacrifícios”.

Esse esforço pode agora ser compensado com uma baixa da carga fiscal, justificou Sócrates, que é apenas de um ponto percentual (de 21 para 20 por cento) por motivos de “prudência”.

“Esta é uma medida prudente e responsável, porque é a redução que podemos fazer face à incerteza que ainda se vive na economia internacional”, explicou. “É também uma medida justa porque estamos em condições de diminuir o esforço que pedimos aos portugueses e esta é a altura para o fazer”, prosseguiu Sócrates.

Apesar da instabilidade dos mercados financeiros não ter um fim à vista, o primeiro-ministro admitiu que “a partir de agora, não é preciso um esforço [dos portugueses] tão acentuado” como se pediu nos últimos anos, não escondendo que o trabalho deve continuar “em prol da disciplina orçamental”.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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