| Paulo Pimenta (arquivo) |
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| O índice coincidente abrandou (para 1,3 por cento) pelo quinto mês consecutivo, penalizado em parte pela queda do consumo |
O consumo privado português abrandou em Fevereiro pelo sexto mês consecutivo, num período em que o índice que informa sobre as tendências da economia completou cinco meses de desacelerações, segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal hoje divulgados.
O indicador coincidente do consumo privado baixou para 0,4 por cento em Fevereiro, face a igual mês do ano anterior, perdendo fulgor em relação aos 0,7 por cento observados em Janeiro.
De acordo com os dados disponíveis, este foi o ritmo mais baixo de crescimento do consumo privado desde Fevereiro de 2007 (não estão disponíveis dados anteriores a essa data no boletim hoje publicado), sugerindo alguma debilidade nesta componente da economia portuguesa.
Os dados do Banco de Portugal mostram ainda que a actividade económica em Portugal pode estar a abrandar.
O indicador coincidente mensal da actividade económica, que informa sobre as tendências subjacentes à evolução da economia portuguesa e que vale pelo seu carácter qualitativo, subiu 1,3 por cento em Fevereiro, depois de ter progredido 1,8 por cento um mês antes. Este foi o quinto mês consecutivo em que este indicador coincidente reduziu o ritmo de crescimento.
O indicador coincidente de actividade sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, à situação financeira das famílias, às novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.
O sentimento económico, outra medida do andamento da economia, caiu no segundo mês do ano, passando de 101,8 pontos em Janeiro para 99,4 pontos em Fevereiro.