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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Economista defende que Governo deve accionar cláusulas de exclusão do PEC
Cadilhe: Portugal está em "recessão grave" desde 2002/2003
04.03.2008 - 09h18
Por Victor Ferreira 
Miguel Cadilhe afirma que Portugal se encontra em “recessão grave” desde 2002/2003 e defende que “o mau desempenho económico” do país deveria levar o Governo a accionar as cláusulas de excepção do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Apesar de sublinhar que se trata de uma “expressão forte”, o antigo ministro das Finanças sublinha que à luz do PEC aprovado em 2005, os dados macroeconómicos do país dizem que Portugal está “em recessão grave” há quatro ou cinco anos.

“A Europa aprovou em 2005 um novo pacto, com uma nova noção de recessão grave, caracterizada por decréscimos reais do PIB ou pela acumulação de hiatos negativos. É precisamente nessa situação que temos estado”, afirmou o antigo governante, ontem, em Braga, numa conferência sobre as grandes reformas nacionais, organizada pela Associação Industrial do Minho (AIM).

“Os políticos não gostam de dizer que o país está em recessão grave e os eurocratas também não”, lembrou Cadilhe, porque “manda o pacto que nessa situação, os governos podem tomar medidas anti-recessão”. A lógica é que “a regra do défice ceda o passo”, acrescentou.

O antigo ministro de Cavaco Silva defendeu que o PIB teve “crescimento modesto” nos últimos anos, sobretudo quando comparado com o conjunto dos países da União Europeia a 27, e sustentou que “Portugal está há vários anos em divergência real”. Além disso, voltou a lançar críticas à elevada carga fiscal e ao peso do Estado e defendeu que o país precisa de uma reforma conceptual como de pão para a boca”, entre as quais, “a regionalização”.

O banqueiro Artur Santos Silva foi o outro convidado da AIM no debate que juntou empresários e autarcas da região, mas o quadro que traçou é bem menos grave, lembrando que o país tem conhecido progressos em áreas como a saúde. O banqueiro destacou a importância da Educação e da Justiça no papel do desenvolvimento, considerando essas duas áreas prioritárias em matéria de investimento.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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