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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Audição do ministro das Finanças no Parlamento
Teixeira dos Santos acusa BCP de montar operação “bem urdida” para iludir supervisão
29.01.2008 - 17h37
Por Eduardo Melo, Cristina Ferreira 
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
Teixeira dos Santos implicou directamente os auditores e o controlo interno do BCP como os “primeiros responsáveis" pela ocultação da situação do banco
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, acusou hoje o BCP de “delinear uma operação bem montada e bem urdida para escapar ao controlo das autoridades” de supervisão, “que impediu qualquer hipótese” de os supervisores a detectarem.

“O BCP montou essas operações” e “envolveu-as em informações erradas”, o que torna este processo muito grave”, explicou o ministro aos deputados da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

“Os responsáveis pelo banco tinham a obrigação de conhecer e de denunciar as irregularidades [no BCP]”, disse o ministro, que implicou directamente os auditores e o controlo interno como os “primeiros responsáveis por esta situação”. “Os gestores tinham a obrigação de saber, e sabendo, denunciar às autoridades”, repetiu ainda o governante.

Teixeira dos Santos comunicou aos deputados que “o BCP criou uma teia complexa de relações [entre gestores, accionistas, técnicos] que impediu que os supervisores averiguassem, o que só foi possível actuar depois de haver uma denúncia”. Ao seu gabinete, disse, chegou uma denúncia sobre o caso BCP no início de Dezembro, tendo o assunto sido despachado para o secretário de Estado do Tesouro.

Para o ministro, “as perguntas feitas ao BCP pela CMVM foram as correctas, mas a forma como a operação foi montada e planeada impediu o supervisor de cumprir a sua função”, considerou novamente o titular das Finanças, que informou os deputados que as “’off-shores’ detinham sempre menos de dois por cento do capital do BCP”, com o objectivo de não serem identificadas.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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