| Carlos Lopes (arquivo) |
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| Mário Lino (foto) reúne-se hoje com Ferreira do Amaral |
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, vai reunir-se hoje à tarde com a administração da Lusoponte para discutir os termos do contrato que a concessionária das travessias do Tejo tem com o Estado.
O actual contrato de concessão foi negociado pelo actual presidente da Lusoponte, o social-democrata Ferreira do Amaral, enquanto este desempenhou funções de ministro que tutelava as obras públicas num governo social-democrata.
"Vou ter uma primeira reunião com a Lusoponte sobre essa matéria agora", disse Mário Lino aos jornalistas, que o questionaram sobre as implicações da construção da terceira travessia sobre o Tejo no contrato com a Lusoponte, à margem de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Britânica.
"Há uma nova situação com o aeroporto 'do lado de lá' [margem sul]. Essa nova situação introduz um elemento novo em todo o equilíbrio da concessão", afirmou o ministro, justificando a necessidade de negociações com a Lusoponte.
"Se construirmos uma nova ponte e ela retirar tráfego à ponte Vasco da Gama [concessionada à Lusoponte] é legítimo que a Lusoponte nos diga: 'há aqui uma alteração do contrato, porque nos foi retirada uma parte substancial do tráfego", explicou Mário Lino. "Mas também é legítimo que se verifique o contrário, porque pode haver um aumento de tráfego não previsto, que teremos que reconcessionar", acrescentou o ministro.
Mário Lino manifestou a esperança de que o contrato de concessão com a Lusoponte não esteja em causa. "Espero que cheguemos acordo", afirmou.
No dia seguinte à divulgação do estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil que
Lino reconhece que mudou de ideiasMário Lino reconheceu hoje que mudou de opinião em relação à localização do novo aeroporto de Lisboa depois de obter a argumentação técnica do LNEC em que fica demonstrada as vantagens da construção dessa infra-estrutura na margem sul, em detrimento da construção na Ota, na margem norte do Tejo.
O ministro sentiu-se incomodado com a reacção da assistência quando disse que normalmente não costuma mudar de opinião (referia-se à introdução do sistema de portagens nas Scuts), e fez um parêntesis na sua intervenção para justificar que mudou de ideias a partir do momento em que teve acesso, pela primeira vez, a um estudo comparativo do LNEC a confirmar a validade da construção do aeroporto nos actuais terrenos do Campo de Tiro de Alcochete, pertença do Estado.