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Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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Governo decidiu hoje a construção na margem sul
Mário Lino: construção do aeroporto em Alcochete é mais rápida do que na Ota
10.01.2008 - 16h10
Por Lusa 
Pedro Cunha/PÚBLICO (arquivo)
Mário Lino admitiu ontem que o Campo de Tiro de Alcochete "precisa ainda de estudar algumas componentes, enquanto que na Ota esses estudos já estavam feitos"
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje que a localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete fará com que as obras comecem mais tarde, mas também que se façam de forma mais rápida do que na Ota.

As palavras de Mário Lino foram proferidas no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou a localização preliminar do no novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete e da nova ponte rodo-ferroviária entre Chelas e Barreiro.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o chefe do Governo, José Sócrates, salientou que a opção por Alcochete, que apenas surgiu recentemente, "mereceu credibilidade ao Governo".

"Embora a ideia de estudar o Campo de Tiro de Alcochete para a localização do novo aeroporto fosse já uma ideia antiga, acabou por não ser estudada por causa de uma decisão política. [No passado] entendia-se que o Campo de Tiro era imprescindível", justificou.

No entanto, o mais importante, na perspectiva de Sócrates, é que Portugal, face à iminência de um esgotamento de o actual aeroporto da Portela atingir o ponto de saturação, "terá de andar depressa" na construção do novo aeroporto.

"Espero que a única alteração de calendário para a construção do novo aeroporto seja a destes seis meses que se passaram a estudar a nova localização", referiu o chefe do executivo.

Interrogado sobre o prazo em que abrirá o novo aeroporto de Alcochete, o primeiro-ministro disse apenas que "essa resposta será dada muito em breve", apesar de se saber que os níveis de estudo entre Ota e Alcochete "é muito assimétrico".

Neste ponto, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, referiu que o Campo de Tiro de Alcochete "precisa ainda de estudar algumas componentes, enquanto que na Ota esses estudos já estavam feitos".

"Portanto, teremos que gastar ainda algum tempo a fazer esse tipo de estudos. Mas, em compensação, a construção da plataforma da solução Campo de Tiro de Alcochete é mais fácil e mais rápida do que na Ota".

Em conclusão, segundo a estimativa de Mário Lino, com a opção por Alcochete haverá "uma compensação: vamos começar a construir mais tarde, mas vamos construir mais rápido".

"Além dos seis meses que decorreram com a elaboração do estudo [encomendado] pelo Governo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), vamos ter ainda que gastar algum tempo com a avaliação ambiental estratégica e com o aprofundamento de alguns estudos técnicos relativamente à nova localização", disse.

Em relação à solução do novo traçado do comboio de alta velocidade e do período de desactivação do aeroporto da Portela, o primeiro-ministro disse "ainda não estar em condições definitivas para as esclarecer".

"Temos neste momento uma decisão preliminar sobre a localização do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete e de travessia rodo-ferroviária entre Chelas e o Barreiro. Foram estas as decisões do Conselho de Ministros", sintetizou.

No entanto, de acordo com Sócrates, "a articulação dos diferentes meios de transportes aéreo e de alta velocidade ferroviária começará a ser feita a partir de agora", apontou.



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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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