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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Presidente demissionário da CGD é candidato à liderança do BCP
PS acusa líder do PSD de se imiscuir na vida interna do BCP
27.12.2007 - 18h00
Por Lusa 
Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO (arquivo)
Vitalino Canas defende que "não deve haver a situação promíscua dos partidos se intrometerem no funcionamento de um banco"
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, acusou hoje o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, de ter caído na promiscuidade de se imiscuir na vida interna do BCP, tentando condicionar a escolha da futura administração.

Em declarações à agência Lusa, Vitalino Canas salientou que "o PS não fará nenhum comentário sobre a administração do BCP nem sobre a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD)".

"Não deve haver a situação promíscua dos partidos se intrometerem no funcionamento de um banco", defendeu, considerando a seguir que "o dr. Luís Filipe Menezes caiu nessa promiscuidade".

"É difícil acreditar que um partido como o PSD e o seu líder tenham procurado imiscuir-se na vida interna de um banco. Isso não é aceitável em democracia", criticou o porta-voz do PS.

Segundo Vitalino Canas, Luís Filipe Menezes "pressionou os accionistas do BCP, procurou condicionar a escolha da sua futura administração", preocupando-se em "criar dificuldades" à escolha de Santos Ferreira. "O PS não entra por aí", insistiu.

Quanto à escolha da nova administração da CGD, forçada pela saída de Santos Ferreira, Vitalino Canas disse que "é o Governo, enquanto accionista, exercendo o seu poder de Estado" que terá uma palavra a dizer, "e não o PS".

Respondendo às críticas feitas por Santana Lopes à transferência de Santos Ferreira da CGD para o banco rival BCP, o porta-voz do PS declarou que "isso é um risco próprio de uma economia de mercado".

"Creio que o PSD ainda não estará contra a existência de uma economia de mercado", observou. "Esse é um comentário que ignora as condições de funcionamento de uma economia de mercado aberta, em que existe circulação entre várias empresas e sectores", completou.

Vitalino Canas argumentou que "não se pode amarrar os gestores de modo a evitar que eles transitem" e referiu que as transferências da gestão privada para a gestão pública e vice-versa "são frequentes".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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