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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Banco alega não ter recebido informação que baseia acusação da CMVM
BCP garante que as perdas com empréstimos a off-shores já foram integradas nas contas
23.12.2007 - 18h37
Por Lusa 
Nélson Garrido
O BCP afirma não ter recebido a informação da CMVM atempadamente
O Banco Comercial Português (BCP) garantiu hoje que as perdas relacionadas com alegados empréstimos a sociedades sedeadas em paraísos fiscais (off-shore) para comprarem acções do próprio banco já foram integralmente reflectidas nas contas da instituição financeira.

Em comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BCP revela que recebeu, a 21 de Dezembro, as conclusões preliminares das investigações que o regulador do mercado está a fazer sobre "diversas entidades sedeadas em jurisdições off-shore" que terão sido financiadas pelo banco para comprarem acções da própria instituição financeira.

O banco presidido por Filipe Pinhal diz que não foi ouvido sobre as conclusões preliminares da CMVM e que não recebeu a informação em que o regulador se baseia para fazer as conclusões, reservando a sua resposta formal para outro momento do processo.

No comunicado, o BCP responde já à CMVM sobre o efeito das perdas com estes empréstimos nas contas do banco, dizendo que foi tudo integrado.

"O Banco Comercial Português confirma que a informação financeira por ele mais recentemente divulgada, nomeadamente a relativa ao período findo em 30 de Setembro de 2007, reflecte integralmente as perdas financeiras decorrentes da situação referida", refere o banco.

Por imposição da CMVM, o banco divulga também a carta que recebeu do regulador do mercado de capitais em que este considera que o BCP financiou diversas sociedades off-shore para comprarem acções do próprio banco, de uma forma que fazia com que a instituição assumisse o risco dos negócios.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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