| Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo) |
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| José Sócrates desvalorizou o impacto da greve da função pública |
O primeiro-ministro, José Sócrates, que se encontra em visita oficial à Índia, desvalorizou hoje o impacto da greve da função pública e sublinhou que, "pela primeira vez nos últimos anos", os funcionários públicos terão aumentos salariais em linha com a inflação esperada.
"No próximo ano, os funcionários públicos serão já aumentados em 2,1 por cento, o que corresponde à inflação esperada. Isso já é um progresso", sublinhou hoje José Sócrates, que falava aos jornalistas à margem de uma exposição de arquitectura sobre Siza Vieira, no centro de exposições Lalit Akademi, em Nova Deli, Índia.
Recusando entrar na "guerra de números" sobre os níveis de adesão à greve, o primeiro-ministro sustentou que as reformas encetadas pelo Governo têm-se traduzido em "benefícios para o país", mas também para os próprios funcionários públicos.
"Acabou o congelamento das carreiras e promoções e acho que isso também são boas notícias", afirmou o governante, notando que no próximo ano "já haverá avaliações de desempenho e prémios para os melhores funcionários públicos".
Sócrates reconheceu que os esforços que têm sido pedidos aos funcionários públicos "nos últimos 5 anos" só produziram resultados nesta legislatura.
"É por isso que este ano já temos um défice orçamental em cumprimento de todas as regras internacionais e que pusemos as contas públicas em ordem", disse o primeiro-ministro, que também defendeu que 2007 foi "um ano de viragem para os funcionários públicos".
"É importante que os portugueses percebam que não se pode modernizar o país e os serviços públicos, deixando a Administração Pública na mesma", insistiu o primeiro-ministro" "Havia coisas que tinham que mudar e mudaram nos últimos anos, em benefício de todos os portugueses e de um futuro melhor", acrescentou.
A função pública realiza hoje uma greve, que segundo os sindicatos está a ter uma adesão de 80 por cento, em protesto contra a intransigência negocial do Governo, que manteve a proposta de aumentos salariais para o próximo ano nos 2,1 por cento.
Segundo as contas do Governo, a adesão à greve não ultrapassa os 20 por cento.