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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
3,64
É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Segundo os cálculos da Lusa
Inflação deverá ficar acima da previsão do Governo
26.11.2007 - 16h31
Por Lusa 
O Governo deve voltar a falhar este ano a meta de inflação, completando pelo menos 10 anos de erros nas suas previsões, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística e com as contas realizadas pela agência Lusa.

Desde 1998, o erro médio da previsão da taxa de inflação que consta do orçamento do Estado face à inflação efectivamente verificada foi de 0,62 pontos percentuais, sendo que em todos esses anos, com excepção para 2006, a taxa prevista ficou sempre abaixo da verificada. Em 2006, a diferença foi positiva (com a inflação prevista a ficar acima da verificada) muito provavelmente devido às alterações metodológicas introduzidas em Setembro pelo INE na série do índice de preços do consumidor.

Se os preços se mantivessem constantes nos últimos dois meses de 2007, Portugal chegaria ao fim do ano com uma taxa de inflação média de 2,4 por cento, segundo os cálculos da agência Lusa e os dados do índice de preços do consumidor do INE disponíveis até Outubro.

A previsão do Governo que constava do orçamento do Estado para 2007 apontava para uma taxa de inflação de 2,1 por cento, pelo que é provável que a taxa inflação real fique 0,3 pontos percentuais acima do previsto.

A verificar-se este cenário, será o décimo ano consecutivo em que a inflação real é diferente da inflação prevista pelo governo (a Lusa não analisou dados anteriores a 1998).

No orçamento do Estado para 2008, o executivo já tinha revisto em alta a previsão de inflação para 2007, para uma taxa de 2,3 por cento. Ainda assim, esse valor também deve ser superado pela inflação real.

Mesmo que os preços continuem a subir nos últimos dois meses do ano (como costuma acontecer com as novas colecções e a aproximação da época natalícia), a uma taxa mensal média igual à dos dois anos anteriores (0,3 por cento), a taxa média anual não deve ir além dos 2,4 por cento, segundo os cálculos da Lusa.

Nos 10 anos em análise, a maior diferença entre previsões e valor real verificou-se em 2001, com a previsão a ficar mais de 1,5 pontos percentuais abaixo da evolução real do IPC. O governo previa um aumento dos preços de 2,8 por cento, mas o que acabou por se verificar foi um crescimento de 4,4 por cento, segundo o INE.

Os dados do IPC têm uma base 1997 até 2001 e daí para frente a base é 2002.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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