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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Escalada é diária
Analistas prevêem subida do preço do barril de petróleo até aos 100 dólares
02.11.2007 - 08h47
Por Vítor Costa 
Beawiharta/Reuters
Caso a OPEP não aumente a produção, só um abrandamento dramático da economia dos EUA e do mundo parece ter força para travar a escalada do petróleo
Começa a ser habitual. Passa mais um dia e mais uma vez o preço de barril de petróleo bate novos máximos.

A escalada parece não ter um fim próximo e a questão de saber se vai ultrapassar a barreira psicológica dos 100 dólares por barril começa a não fazer sentido. Agora, a questão que se coloca é apenas a de saber quando vai ultrapassar essa barreira.

Ontem não foi diferente. Nos Estados Unidos o petróleo chegou aos 96,24 dólares por barril; e em Londres - o mercado de referência para a Europa - chegou aos 91,71 dólares. Em ambos os casos, dois novos máximos históricos. Os analistas fazem apostas de quando irá chegar aos 100 dólares e há mesmo quem já aposte que chagará aos 125 dólares por barril ainda este ano, tal como salientava ontem a agência Bloomberg.

Para explicar esta contínua subida há inúmeros factores. Na base das subidas de ontem esteve, no entanto, o facto de os dados sobre as reservas dos Estados Unidos terem caído novamente. Os números divulgados dão conta de uma nova quebra de 3,9 milhões de barris na semana passada, quando os analistas esperavam um crescimento de 100 mil barris.

Mas não é esta a única explicação. A tensão na Turquia, as dúvidas relativas ao fim da violência na Nigéria, a tempestade tropical no México que obrigou a suspender um quinto da produção (embora este factor já esteja ultrapassado) e o aproximar do Inverno, tudo somado tem contribuído para a subida do preço do "ouro negro". Depois, há ainda um outro motivo: a passividade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que continua a argumentar que não há falta de matéria-prima no mercado e, como tal, não vê necessidade de aumentar a produção, desresponsabilizando-se por esta subida dos preços.

Recessão?

O dia de ontem foi, no entanto, marcado por outros factores que acabaram por influenciar o valor do barril de petróleo. Depois de ter atingido os novos máximos nos EUA e em Londres, o preço do barril recuou, respectivamente, para 92,83 dólares e para 89 dólares no final do dia.

Na base deste recuo estiveram os receios de que a economia norte-americana possa vir a registar um abrandamento mais significativo que o esperado e, como tal, seja obrigada a refrear o consumo.

Os receios acentuaram-se depois de uma casa de investimento ter revisto em baixa as recomendações sobre as acções do Citigroup e do Bank of America, agitando novamente o fantasma das reais perdas dos bancos face ao crédito de alto risco nos EUA. A revisão acabou por influenciar os mercados um pouco por todo o mundo, com as principais praças europeias e norte-americanas a registarem perdas acima de um por cento.

Face a estes movimentos há analistas que questionam se só uma recessão poderá travar a escalada do petróleo. Julian Lee, analista do Centre for Global Energy Studies, instituição especialista na análise do mercado do petróleo, não parece ter dúvidas. Em resposta publicada no Financial Times explica que, a menos que haja um aumento da produção por parte da OPEP, "o único movimento que poderá vir do lado da procura é uma recessão ou, pelo menos, um abrandamento dramático do crescimento económico mundial".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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