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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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9º Fórum da Indústrial Têxtil
Patrões da têxtil querem travar aumentos e suprimir alguns feriados do calendário
24.10.2007 - 09h09
Por Natália Faria PÚBLICO
Paulo Pimenta/PÚBLICO (arquivo)
Daniel Bessa, ex-ministro e presidente da Escola de Gestão do Porto, lembrou que "não se pode ter tudo ao mesmo tempo"
Os patrões do sector têxtil e do vestuário português querem que o Governo ponha travão às expectativas de aumentos salariais para os próximos anos e que suprima alguns feriados do calendário nacional.

É a única forma, segundo Paulo Nunes de Almeida, o presidente da Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal (ATP), de "garantir a competitividade das empresas de mão-de-obra intensiva, em particular as confecções".

Falando na abertura do 9.º Fórum da Indústria Têxtil, que decorreu ontem no Citeve, em Vila Nova de Famalicão, e de olhos voltados para o ministro da Economia, Manuel Pinho, o presidente da ATP argumentou que o objectivo de o Governo chegar a 2011 com um salário mínimo de 500 euros mensais - o que implica uma actualização anual de 5,5 por cento - coloca "uma boa parte das empresas numa situação de não poder continuar a laborar, pois é-lhes impossível acomodar o aumento de custos, os quais jamais se poderão repercutir nos preços praticados aos clientes, em especial nos mercados internacionais".

"Não nos parece justo que o Governo proponha para os funcionários públicos e para as pensões sociais aumentos de pouco mais de dois por cento, de acordo com a inflação prevista, e, ao mesmo tempo, obrigue as empresas a realizar aumentos na casa dos cinco por cento. Será que estamos a voltar à célebre teoria do 'oásis'?", questionou o presidente da ATP, que representa 730 empresas do sector.

Mas as reivindicações não se ficaram por aqui. Além de preconizar a redução do número de feriados, e como forma de contrabalançar a subida do salário mínimo, a ATP reclamou a isenção dos descontos para a Segurança Social das horas suplementares, a limitação dos montantes globais das indemnizações por despedimento, bem como a alteração do pagamento do total do rendimento anual dos trabalhadores de 14 para 12 meses, ou seja, o fim dos subsídios de Natal e de férias.

São medidas necessárias, na opinião de Daniel Bessa. "Não se pode ter tudo ao mesmo tempo e se há problema que tem atingido a economia portuguesa é o encarecimento excessivo dos últimos anos e isso tem muito a ver com a evolução dos salários reais", declarou ao PÚBLICO o presidente da Escola de Gestão do Porto, mostrando-se igualmente a favor da supressão de alguns feriados.

Já o ministro da Economia, Manuel Pinho, preferiu passar ao lado dessas questões. Mas, na sua intervenção inicial, não se coibiu de responder a algumas das críticas que tinham sido deixadas pelo presidente da ATP, nomeadamente as relacionadas com a factura da energia que alegadamente desacelera a capacidade concorrencial das empresas portuguesas. "Temos custos de energia mais baixos do que a média europeia, não são mais baixos do que em Espanha, mas a verdade é que o aumento foi de apenas 2,9 por cento, o que exigiu um esforço muito grande, e aqui o óptimo é inimigo do bom", reagiu.

Quanto às queixas relativas aos atrasos na regulamentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) - que enquadra os 21,5 mil milhões de fundos comunitários a que Portugal terá direito entre 2007 e 2013 - Pinho anunciou que as linhas fundamentais dos PO Competitividade e PO Regional serão apresentadas na próxima semana e que, a partir do dia 15 de Novembro, as empresas poderão concorrer a esses fundos através da Internet, "de um modo muito simples".

a O plano estratégico do sector têxtil e de vestuário só deverá ficar concluído no final do ano, mas já há uma certeza clara: as empresas portuguesas do sector têm de se articular com as congéneres da Galiza e para isso vai ser criado um mega cluster. O objectivo é aliar o "know how" da indústria nacional com a distribuição de moda e das marcas galegas.

"Na Galiza há uma série de competências que temos a menos e que são importantes, nomeadamente em matéria de distribuição e de marca, e os galegos parece que vêem em Portugal capacidade industrial e conhecimento operacional que lhes interessa", precisou Daniel Bessa, referindo que o projecto é promovido pela ATP com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Contrariando uma ideia feita, o autor do plano estratégico do sector, considerou que a sobrevivência das empresas têxteis portuguesas não passa pela criação de marcas. "Uma marca é uma coisa muito boa, todos admiramos uma Zara, mas esse é um caminho difícil, caro e com muito risco", disse, considerando que à maioria das empresas portuguesas "falta escala" para o percorrerem. Em alternativa, Bessa sugeriu apostas em sectores como o da produção de têxteis técnicos, "onde é mais fácil construir uma reputação".
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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