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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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9º Fórum da Indústrial Têxtil
Patrões da têxtil querem travar aumentos e suprimir alguns feriados do calendário
24.10.2007 - 09h09
Por Natália Faria PÚBLICO
Paulo Pimenta/PÚBLICO (arquivo)
Daniel Bessa, ex-ministro e presidente da Escola de Gestão do Porto, lembrou que "não se pode ter tudo ao mesmo tempo"
Os patrões do sector têxtil e do vestuário português querem que o Governo ponha travão às expectativas de aumentos salariais para os próximos anos e que suprima alguns feriados do calendário nacional.

É a única forma, segundo Paulo Nunes de Almeida, o presidente da Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal (ATP), de "garantir a competitividade das empresas de mão-de-obra intensiva, em particular as confecções".

Falando na abertura do 9.º Fórum da Indústria Têxtil, que decorreu ontem no Citeve, em Vila Nova de Famalicão, e de olhos voltados para o ministro da Economia, Manuel Pinho, o presidente da ATP argumentou que o objectivo de o Governo chegar a 2011 com um salário mínimo de 500 euros mensais - o que implica uma actualização anual de 5,5 por cento - coloca "uma boa parte das empresas numa situação de não poder continuar a laborar, pois é-lhes impossível acomodar o aumento de custos, os quais jamais se poderão repercutir nos preços praticados aos clientes, em especial nos mercados internacionais".

"Não nos parece justo que o Governo proponha para os funcionários públicos e para as pensões sociais aumentos de pouco mais de dois por cento, de acordo com a inflação prevista, e, ao mesmo tempo, obrigue as empresas a realizar aumentos na casa dos cinco por cento. Será que estamos a voltar à célebre teoria do 'oásis'?", questionou o presidente da ATP, que representa 730 empresas do sector.

Mas as reivindicações não se ficaram por aqui. Além de preconizar a redução do número de feriados, e como forma de contrabalançar a subida do salário mínimo, a ATP reclamou a isenção dos descontos para a Segurança Social das horas suplementares, a limitação dos montantes globais das indemnizações por despedimento, bem como a alteração do pagamento do total do rendimento anual dos trabalhadores de 14 para 12 meses, ou seja, o fim dos subsídios de Natal e de férias.

São medidas necessárias, na opinião de Daniel Bessa. "Não se pode ter tudo ao mesmo tempo e se há problema que tem atingido a economia portuguesa é o encarecimento excessivo dos últimos anos e isso tem muito a ver com a evolução dos salários reais", declarou ao PÚBLICO o presidente da Escola de Gestão do Porto, mostrando-se igualmente a favor da supressão de alguns feriados.

Já o ministro da Economia, Manuel Pinho, preferiu passar ao lado dessas questões. Mas, na sua intervenção inicial, não se coibiu de responder a algumas das críticas que tinham sido deixadas pelo presidente da ATP, nomeadamente as relacionadas com a factura da energia que alegadamente desacelera a capacidade concorrencial das empresas portuguesas. "Temos custos de energia mais baixos do que a média europeia, não são mais baixos do que em Espanha, mas a verdade é que o aumento foi de apenas 2,9 por cento, o que exigiu um esforço muito grande, e aqui o óptimo é inimigo do bom", reagiu.

Quanto às queixas relativas aos atrasos na regulamentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) - que enquadra os 21,5 mil milhões de fundos comunitários a que Portugal terá direito entre 2007 e 2013 - Pinho anunciou que as linhas fundamentais dos PO Competitividade e PO Regional serão apresentadas na próxima semana e que, a partir do dia 15 de Novembro, as empresas poderão concorrer a esses fundos através da Internet, "de um modo muito simples".

a O plano estratégico do sector têxtil e de vestuário só deverá ficar concluído no final do ano, mas já há uma certeza clara: as empresas portuguesas do sector têm de se articular com as congéneres da Galiza e para isso vai ser criado um mega cluster. O objectivo é aliar o "know how" da indústria nacional com a distribuição de moda e das marcas galegas.

"Na Galiza há uma série de competências que temos a menos e que são importantes, nomeadamente em matéria de distribuição e de marca, e os galegos parece que vêem em Portugal capacidade industrial e conhecimento operacional que lhes interessa", precisou Daniel Bessa, referindo que o projecto é promovido pela ATP com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Contrariando uma ideia feita, o autor do plano estratégico do sector, considerou que a sobrevivência das empresas têxteis portuguesas não passa pela criação de marcas. "Uma marca é uma coisa muito boa, todos admiramos uma Zara, mas esse é um caminho difícil, caro e com muito risco", disse, considerando que à maioria das empresas portuguesas "falta escala" para o percorrerem. Em alternativa, Bessa sugeriu apostas em sectores como o da produção de têxteis técnicos, "onde é mais fácil construir uma reputação".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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