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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Crise no mercado mundial de cereais
Alimentos com preços mais altos em 2008
24.09.2007 - 09h03
Por Ana Fernandes PÚBLICO
Daniele La Monaca/Reuters
O mau ano de colheitas está a contribuir para a subida de preços
O aumento da procura, tanto para alimentação como para biocombustíveis, e as péssimas colheitas fizeram, no último ano, disparar os preços dos cereais, uma matéria-prima que está na base da maior parte dos produtos destinados à alimentação humana.

A agro-indústria está estrangulada e vê como inevitável a subida dos preços ao consumidor para o ano.

O problema é mundial e Portugal não escapa às suas consequências, ainda mais porque importa a maior parte dos cereais que consome. O pão deverá ser o primeiro produto a fazer reflectir no preço o aumento das matérias-primas. Mas todos os outros se deverão seguir.

A Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (Fipa) considera que os preços à saída das indústrias deverão aumentar entre cinco a dez por cento. Mas esta subida poderá não se reflectir no consumidor na mesma proporção, porque quem tem a última palavra na fixação dos preços é a distribuição.

Por enquanto, os 30 a 50 por cento de aumento do preço dos cereais que se regista desde o ano passado estão a ser acomodados pelos industriais, que estão a esmagar as suas margens de lucro. Isto porque os contratos com a distribuição estão feitos e não podem ser alterados a meio do percurso.

Uma situação que não pode continuar, diz Pedro Queiroz, da Fipa. A indústria prepara-se para renegociar os preços com a distribuição e neste percurso até ao consumidor há duas incógnitas: até que ponto as grandes cadeias aceitarão o aumento de preços pedido pelos produtores e até onde reflectirão essa subida no preço final, já que podem reduzir margens numa estratégia de concorrência.

O receio do aumento dos preços marcou o Verão em toda a Europa. Mas a comissária da Agricultura, Mariann Fisher Boel, já veio dizer que Bruxelas irá estar atenta a subidas "injustificadas" dos bens alimentares. O argumento é que, nos países desenvolvidos, o custo das matérias-primas, como os cereais, apenas contribui em quatro a cinco por cento para o preço final dos bens de consumo.

O transporte, a mão-de-obra, o embalamento, a energia, entre outros, contribuem para o apuramento do preço final. Mas há produtos em que o peso das matérias-primas tem mais importância do que noutros. É o caso das farinhas, das massas, dos óleos vegetais e das rações, o que, por sua vez, tem reflexos nos ovos, no leite e na carne, diz Pedro Queiroz.

A pecuária é um dos sectores onde este aumento está a ter grandes consequências. Os alimentos compostos para animais já subiram 20 por cento, mesmo assim abaixo do crescimento dos preços dos cereais. "Calculamos que, com isto, haja um sobrecusto para a fileira pecuária europeia entre os 10 mil e os 15 mil milhões de euros", diz Jaime Piçarra, da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA).

Em Portugal, "a pecuária está descapitalizada e a situação é dramática e insustentável", adianta este responsável. "No caso do mercado da carne de suíno, a par dos aumentos dos custos, os preços na produção têm registado uma tendência de quebra devido à pressão das importações de porcos vivos provenientes de Espanha", acrescenta.

O aumento dos preços dos cereais, provocados por quedas na produção e por uma subida exponencial da procura na China e na Índia, está a deixar a indústria europeia muito preocupada. Em Itália, já houve manifestações contra o aumento do preço da massa, o leite subiu, a carne ameaça ir pelo mesmo caminho e há já receios sobre a falta de aprovisionamento de alguns bens essenciais. Mas quem mais sofrerá são os países pobres, onde o custo da matéria-prima é a componente principal do preço final, ao contrário dos países ricos, que podem tentar encaixar os aumentos nos outros custos.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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