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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Euribor a seis meses aumentou para os 4,667 por cento
Taxas de juro sobem para máximo de seis anos e tornam empréstimos mais caros
20.08.2007 - 16h14
Por Lusa 
Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO (arquivo)
Nem a decisão da Fed de reduzir a taxa de desconto em 0,5 pontos percentuais, contribuiu para o recuo da Euribor
A taxa de juro que serve de indexante à maioria dos empréstimos à habitação em Portugal voltou hoje a subir, atingindo o máximo de mais de seis anos.

A Euribor a seis meses aumentou hoje para os 4,667 por cento, o valor mais elevado desde Maio de 2001.

A agitação do mercado monetário europeu, em consequência dos problemas do crédito hipotecário de elevado risco nos Estados Unidos, tem estado a pressionar em alta o preço do dinheiro na Europa, sobretudo depois do Banco Central Europeu (BCE) ter injectado dinheiro na economia para garantir a liquidez do sistema financeiro.

Nem a decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) de reduzir a taxa de desconto em 0,5 pontos percentuais, para os 5,75 por cento, contribuiu para o recuo da Euribor.

A Euribor a três e 12 meses também tocaram hoje nos valores mais altos desde Maio de 2001, nos 4,656 por cento e 4,670 por cento, respectivamente.

Desde finais de Dezembro de 2005 que a Euribor iniciou a tendência de subida, pouco antes do BCE ter começado também o ciclo de subida das taxas de juro de referência da Zona Euro.

Os empréstimos à habitação a taxa variável estão indexados, na sua maioria, à Euribor a seis meses, pelo que aumentos desta taxa traduzem-se por encarecimentos das prestações mensais dos créditos das famílias portuguesas.

O efeito sobre as prestações não é imediato, devendo ocorrer à medida que forem sendo feitas as revisões das taxas contratadas pelas famílias junto dos bancos.

O mercado espera que este ano a taxa de juro de referência do BCE suba para os 4,25 por cento em Setembro e que volte a subir para 4,5 por cento no final do ano ou princípio de 2008.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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