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O défice da balança comercial portuguesa desagravou-se 11,8 por cento nos primeiros quatro meses deste ano, porque o aumento das exportações, em 11,7 por cento, superou largamente o incremento das importações (que foram de 3,1 por cento) no mesmo período, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O maior crescimento das vendas ao exterior face às compras permitiu melhorar a taxa de cobertura das importações pelas exportações, que passaram de 63,5 por cento no primeiro quadrimestre de 2006 para 68,8 por cento em igual período deste ano.
Entre Janeiro e Abril, as exportações somaram 12.173,3 milhões de euros e as importações, que têm um valor nominal muito superior, atingiram 17.693,3 milhões de euros, o que se traduziu numa diferença negativa da balança comercial de 5520 milhões de euros.
Para a União Europeia, as exportações aumentaram 9,4 por cento e as importações dos 26 parceiros comunitários cresceram 4,9 por cento, o que permitiu uma redução de 4,4 por cento no défice comercial com a UE.
As empresas portuguesas e as multinacionais continuam a privilegiar a Espanha, a Alemanha e a França como os mercados de expedição dos seus produtos e serviços - concentraram 55 por cento das vendas ao estrangeiro –, seguindo-se o Reino Unidos e os Estados Unidos.
As máquinas e outros bens de capital registaram um incremento de 20,6 por cento e o material de transporte e acessórios progrediram 19 por cento. Em sentido inverso, os combustíveis baixaram as suas vendas em 20,1 por cento.
Nas importações, os bens alimentares e bebidas cresceram 17 por cento, enquanto as compras de combustíveis e outros lubrificantes caíram 22,4 por cento no período em análise.