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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Mário Lino abre a porta a nova alternativa
Associação Comercial do Porto vai avançar com estudo sobre Portela+1
19.06.2007 - 10h13
Por Margarida Gomes, Filomena Fontes 
Nélson Garrido/PÚBLICO
Rui Moreira diz que o estudo desta alternativa à Ota é um serviço à economia do país
O presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, aproveitou ontem a brecha aberta pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para anunciar que já encetou contactos, junto da universidade e de empresas da região, para pôr em marcha um estudo alternativo à Ota e a Alcochete do novo aeroporto de Lisboa, que passa pela solução Portela+1.

"Se o Governo continuasse, como até agora, a dizer que ia fazer ouvidos moucos a esta solução, nós não encomendaríamos nenhum estudo. Mas perante as declarações do senhor ministro, a associação empenhar-se-á em fazê-lo para que o Governo possa decidir sobre qual é a melhor das três propostas", declarou ao PÚBLICO Rui Moreira.

Depois de Alcochete, esta posição, nova, de Mário Lino foi manifestada ontem, no final da assinatura de um protocolo em Lisboa. Questionado pelos jornalistas sobre um estudo que contemplasse a opção Portela+1, o ministro das Obras Públicas disse que o Governo "aceita todos os relatórios que lhe queiram apresentar e olhará com toda a atenção para eles, como sempre fez, e sobre qualquer opção".

Antecipando que o documento possa estar concluído praticamente ao mesmo tempo do estudo do LNEC (o organismo a quem o Governo decidiu entregar a avaliação comparada entre a localização do novo aeroporto na Ota ou o Campo de Tiro Alcochete, como preconiza o estudo da CIP), Rui Moreira propõe-se, numa primeira fase, fazer uma pareceria com a Universidade do Porto e meios científicos da região, alargando depois os contactos a outras entidades que possam estar interessadas em custear o estudo. À partida contará com a disponibilidade da Confederação Portuguesa do Turismo, que tem vindo a insistir na necessidade de se avaliar a solução Portela+1, a par das outras duas alternativas. "Pensar na Portela+1, em vez de Alcochete ou da Ota, é um contributo que o Porto dá para a economia nacional", sustenta o presidente da Associação Comercial do Porto, frisando que se o Governo abrir a discussão sobre um novo modelo de gestão para o aeroporto Francisco Sá Carneiro a associação e outras entidades estarão, do mesmo modo, interessadas em se constituírem como interlocutores dessa decisão. Uma coisa Rui Moreira deixa como garantida: os financiadores do estudo serão conhecidos. "A ACP não deixará de dizer quais são as suas fontes de financiamento, como é evidente, até porque as nossas contas são auditadas e são públicas", afirma.

PSD a duas vozes

Excluída até agora pelo Governo — que vem insistindo na necessidade de se construir uma nova infra-estrutura aeroportuária em Lisboa —, a alternativa Portela+1 vai estar em discussão amanhã no Parlamento. A reviravolta do ministro surge assim na véspera de o CDS levar a votação um projecto de resolução, no qual defende a realização de um estudo sobre aquela solução. "O CDS sempre defendeu que esta hipótese devia ser considerada. Pela primeira vez hoje [ontem], o Governo veio admitir que Portela+1 deve ser estudada. Este recuo tem de ter uma consequência", avisou ontem, em conferência de imprensa, Telmo Correia, desafiando todos os partidos a aprovarem o projecto do seu partido "para que o país saiba que as três hipóteses serão estudadas com os mesmos critérios". Defendendo que o estudo poderia ser feito pela ACP, o deputado e candidato à Câmara de Lisboa do CDS deixou ainda uma advertência directa ao Governo: "Queremos garantir que este recuo não é um disfarce para deixar passar as eleições em Lisboa e depois voltar à obsessão com a Ota."

Menos sintonizado parece estar o PSD. Enquanto Miguel Frasquilho veio defender que "é bom analisar todas as alternativas possíveis à Ota, seja Alcochete seja Portela+1", Miguel Relvas reclamava do Governo urgência na decisão, argumentando que "a opção Alcochete é mais económica e a que apresenta mais vantagens". "Está na hora de o Governo ter uma opinião definitiva sobre a Portela", afirmou o deputado, que preside à comissão parlamentar de Obras Públicas, manifestando o receio de que o Governo esteja a criar mais "uma cortina de fumo" para mascarar uma localização da qual não quererá abdicar. Ou seja, a Ota. Aliás, o próprio ministro, depois de admitir a bondade de estudos sobre a Portela+1, também disse que "o estudo encomendado pela CIP serviu para mostrar que, de todas as hipóteses estudadas até agora, a Ota é a melhor". "O que este estudo levanta é a hipótese de haver um sítio ainda não estudado que possa ser eventualmente melhor do que o da Ota e é isso que está a ser estudado", atalhou depois.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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