| David Clifford/PÚBLICO (arquivo) |
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| O antigo ministro de António Guterres considera que a localização na Ota tem um conjunto de limitações dimensionais |
O coordenador do estudo sobre o ordenamento do futuro aeroporto de Lisboa, Augusto Mateus, considera que Alcochete constitui uma solução mais flexível para a construção da infra-estrutura, podendo entrar em funcionamento mais rapidamente.
Numa entrevista publicada hoje no "Semanário Económico", o antigo ministro socialista da Economia avança que a carreira de tiro de Alcochete "pode vir a ser estudada" como possível localização do futuro aeroporto de Lisboa, justificando que esta opção "tem dimensão mais do que suficiente para se fazer algo mais flexível [em comparação com a Ota]" e "onde eventualmente poderá ser possível oferecer, antes de 2017, uma primeira alternativa".
Augusto Mateus, que está a coordenar um estudo sobre o ordenamento das actividades na envolvente do novo aeroporto de Lisboa, considera "redutora" a decisão do Governo de só estudar a localização da futura infra-estrutura na Ota e em Rio Frio.
"Outras potenciais localizações, algumas de utilização militar, não foram estudadas e podem sê-lo facilmente. Podemos vir a descobrir que temos uma localização melhor que a Ota, que pode custar menos dinheiro, que permite fazer uma coisa mais flexível, faseada, com mais oportunidades de expansão em caso de sucesso total", salienta.
Mateus sublinha que um estudo sobre novas localizações "não demoraria um ano", ao contrário do que o Governo tem referido.
Ota "tem um conjunto de limitações dimensionais"O antigo ministro de António Guterres considera que a localização na Ota "tem um conjunto de limitações dimensionais", apesar de ser "possível fazer na Ota um bom aeroporto, mas com muitas limitações".
"Não há milagres. A orografia e o desordenamento não ajudam, é o eixo mais congestionado, próximo das empresas e das pessoas", acrescenta.
Ainda sobre a continuidade da elaboração de estudos sobre possíveis localizações do aeroporto, Augusto Mateus diz que, em termos políticos, as pessoas estão "muito mais abertas do que demonstram publicamente no funcionamento das instituições".
Sobre o trabalho que está a fazer, o coordenador frisa que "gostaria de estar a fazer um trabalho com dois ou três locais alternativos, para poder apresentar os aspectos mais positivos e negativos do ponto de vista do desenvolvimento económico e social e das opções de ordenamento do território".