| Paulo Ricca/PÚBLICO (arquivo) |
 |
| A liberalização do mercado da electricidade não trouxe ainda benefícios aos consumidores domésticos |
Os preços da electricidade para os consumidores domésticos são 18 por cento mais caros em Portugal do que em Espanha, de acordo com um estudo da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos).
Excluindo o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), a diferença passa, em média, para 31,1 por cento. Ao nível dos clientes industriais a diferença cai para 9,8 por cento, em comparação com a vizinha Espanha, se se considerar os preços sem IVA, uma vez que são estes os preços efectivamente suportados. Com IVA, os preços são 0,6 por cento inferiores aos praticados em Espanha.
A taxa de IVA praticada em Portugal para a energia eléctrica é de cinco por cento, face aos 16 por cento aplicados em Espanha.
O estudo adianta ainda que a liberalização do mercado para os consumidores domésticos — que começou em Setembro do ano passado — é ainda incipiente, uma vez que só a EDP apresentou um tarifário alternativo.
Nem a Iberdrola nem a Endesa — líderes do mercado energético em Espanha — continuam à espera de melhores condições de mercado para avançar no mercado doméstico.
Em termos comparativos a nível internacional, Malta, Grécia e Letónia são os países com os preços de energia mais baratos para os consumidores domésticos, enquanto a Noruega e a Dinamarca praticam os preços mais elevados.
Para os clientes industriais, a Estónia e a Letónia são os países onde se paga menos pela electricidade que se consome e Chipre e Itália os países onde se paga mais caro.