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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Declarações sobre alternativas à Ota
PSD pede demissão de Mário Lino e CDS quer explicações de Sócrates no Parlamento
24.05.2007 - 09h10
Por PUBLICO.PT 
Carlos Lopes/PÚBLICO
O PSD quer a demissão do ministro das Obras Públicas
O PSD pediu ao primeiro-ministro que demita o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por este responsável ter dito que não se pode construir um aeroporto na margem sul do Tejo, num "deserto para onde seria necessário deslocar milhões de pessoas".

"Só posso entender pelo ambiente descontraído do almoço. Com certeza que se terá excedido", disse o coordenador do partido para a área das obras públicas, Luís Rodrigues, que é também deputado eleito por Setúbal.

"Esta é a segunda vez que o ministro fez um mau serviço ao governo", sublinhou o deputado social-democrata, ontem, em declarações ao PÚBLICO. Luís Rodrigues lembrou que "a primeira vez foi aquela piada humorística sobre a Ordem dos Engenheiros e sobre o próprio primeiro-ministro".

O deputado social-democtrata acrescentou que o ministro Mário Lino "só está a dar argumentos a todos os que são contra o aeroporto da Ota".

Sítios "sem gente, sem turismo, sem comércio"

Numa intervenção feita ontem, o ministro disse que as alternativas à Ota na margem sul do Tejo são sítios "sem gente, sem turismo, sem comércio", um "deserto para onde seria necessário deslocar milhões de pessoas", apoiando-se num estudo de Manuel Porto, antigo eurodeputado do PSD.

Lino sublinhou também que "ninguém consulta um engenheiro para decidir onde ficará um aeroporto". "A engenharia portuguesa tem algum problema em resolver este problema de um aterrosinho, num mundo onde se constroem aeroportos no mar?", questionou.

JSD de Setúbal também contesta declarações do ministro

Também a Comissão Política Distrital da JSD de Setúbal manifestou hoje, em comunicado enviado à Lusa, o seu "profundo repúdio pelas declarações" do ministro Mário Lino sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa.

"A Comissão Política Distrital de Setúbal da JSD vem por este meio manifestar o seu profundo repúdio pelas declarações do actual (esperamos que não futuro...) ministro Mário Lino sobre a localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa", pode ler-se no comunicado intitulado "Por favor vá-se embora e não ofenda mais os portugueses!".

Segundo a JSD de Setúbal, "as pessoas, as instituições, as empresas, as infra-estruturas, a massa civilizacional" não podem aceitar as afirmações do ministro "sem que haja pela parte do primeiro-ministro uma reacção que reponha a verdade e desautorize as insinuações, as omissões, e a falta de respeito que o actual responsável pelas Obras Públicas e Transportes teve para com os habitantes" da região.

No comunicado, a JSD exige que o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações apresente um pedido de desculpas "pelas afirmações vergonhosas" que proferiu e que o primeiro-ministro "faça um favor aos portugueses" e demita Mário Lino.

CDS-PP pede esclarecimentos de Sócrates e Lino no Parlamento

O deputado democrata-cristão Nuno Gonçalves pediu que o ministro das Obras Públicas e o primeiro-ministro prestem hoje esclarecimentos ao Parlamento, na sequência das declarações de Mário Lino.

Nuno Gonçalves disse que o seu partido está disposto a discutir "um projecto que hipoteca a vida de milhares de portugueses" mas está contra "um investimento deste tamanho quando são pedidos tantos sacrifícios".

Referindo-se às declarações de Mário Lino, descreveu-as como "desabridas na forma, levianas nos argumentos e dogmáticas na substância".

Considerando que as declarações do ministro das Obras Públicas causam "estupefacção e perplexidade", Nuno Gonçalves afirmou ainda que constituem uma "ofensa profunda" a "um grupo de portugueses que, apesar das dificuldades por que passa, tem muito para dar ao país".

O responsável resume a situação dizendo que Mário Lino "consegue ser pior como ministro do que como comediante", numa referência à piada sobre a licenciatura do primeiro-ministro dita pelo ministro numa outra ocasião.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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03.02.2010
 

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