| Martim Ramos/PÚBLICO (arquivo) |
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| Teixeira dos Santos disse que os portugueses poderão ver o seu esforço compensado, com a baixa de impostos, logo que défice público esteja controlado |
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, admitiu hoje, em Bruxelas, baixar a carga fiscal sobre as famílias portuguesas logo que o défice público esteja controlado e a níveis suficientemente baixos.
“Atingindo uma situação orçamental” desejada pelo Governo, “então os portugueses poderão ver compensados os esforços” dos últimos anos e “o Governo poderá aliviar a carga fiscal em Portugal”, afirmou o ministro, que tomou o pequeno-almoço com o comissário europeu da Economia e dos Assuntos Monetários, Joaquim Almunia.
O comissário espanhol elogiou a “muito boa” evolução orçamental portuguesa no ano passado e sublinhou o aumento das possibilidades de corrigir a situação de "défice excessivo" já no próximo ano.
"Penso que é um resultado muito bom e mostra que os esforços que o Governo [português] está a fazer dão os resultados pretendidos", disse Almunia no final de um encontro com Teixeira dos Santos.
O défice público português ficou nos 3,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, um valor acima dos 4,6 por cento previstos pelo Governo anteriormente.
Portugal é um dos Estados membros que está numa situação de "défice excessivo", acima dos três por cento permitidos pelo Pacto de Estabilidade da UE, tendo-se comprometido a descer abaixo dessa fasquia até 2008.
"O resultado deveu-se, essencialmente, a uma política que procurou conter e reduzir a despesa", disse o ministro português.
Os ministros das Finanças dos 27 países da UE estão hoje reunidos em Bruxelas no seu habitual encontro mensal.