O défice público português ficou nos 3,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, um valor melhor do que os 4,6 por cento previstos pelo Governo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Governo já tinha anunciado que o défice que seria reportado à Comissão Europeia, em contabilidade nacional (óptica de compromissos), ficaria abaixo do esperado, depois de se ter sabido que em contabilidade pública (óptica de caixa) tinha ficado 2,3 mil milhões de euros melhor do que o orçamentado.
O INE veio hoje confirmar isso mesmo, no reporte dos défices excessivos, dizendo que o défice orçamental baixou 2,1 pontos percentuais, para 3,9 por cento do PIB, de acordo com o apuramento em contabilidade nacional.
Ao longo das últimas semanas, o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, escusou-se sempre a avançar um valor final para o défice orçamental em contabilidade nacional, dizendo que não queria interferir na análise do INE.
Défice da administração central deu o contributo maiorNo ano passado foi estabelecido um acordo entre o INE, o Banco de Portugal e a Direcção-Geral do Orçamento para que estas três instituições fizessem o apuramento do défice que é reportado a Bruxelas.
Os dados hoje divulgados pelo INE mostram que o défice público somava cerca de seis mil milhões de euros, menos 2,9 mil milhões do que no ano anterior.
A contribuir para a melhoria das contas públicas esteve, sobretudo, o défice da administração central, que baixou 26 por cento, ou seja, 2,3 mil milhões de euros.
A administração local também melhorou as suas contas, passando de um défice de 436 milhões de euros para um excedente de 60,6 milhões de euros, ao mesmo tempo que o saldo positivo da segurança social melhorou 29 milhões de euros.