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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Entrevista ao "El País"
Portugal quer receber as empresas espanholas "de braços abertos", diz Manuel Pinho
17.02.2007 - 10h34
Luís Ramos/PÚBLICO
Manuel Pinho acredita que Espanha vê com bons olhos o mercado português
O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, afirma hoje, em entrevista ao jornal espanhol "El País", que Portugal precisa de investimento e que o país recebe as empresas espanholas de "braços abertos".

"Portugal necessita de investimento. Recebemos as empresas espanholas de braços abertos", disse o ministro, acrescentando que "Espanha vê com bons olhos o mercado português".

Manuel Pinho cita os exemplos da Repsol, que vai investir na petroquímica de Sines 800 milhões de euros, da Abertis, que vai construir no Norte de Lisboa uma plataforma logística, e da La Seda, que também está interessada em Sines.

Questionado sobre a blindagem de sectores estratégicos, para evitar o controlo de empresas portuguesas pelas estrangeiras, Pinho afirmou: "Acredito muito nas vantagens da globalização. Ao mesmo tempo há empresas que necessitam de conservar a sua autonomia pela dimensão e sua importância para promover investigação e desenvolvimento. Mas se há boas ligações com Espanha e um bom acesso a empresas estrangeiras, criaremos um mercado melhor".

Questionado sobre se o pacote de reformas do sector energético vai permitir que finalmente o Mercado Ibérico de Electricidade (Mibel) se torne uma realidade, o ministro disse que "os dois governos socialistas" estão a trabalhar nesse sentido.

"Em dois anos avançámos. A liberalização dos contratos a prazo, que é a peça central da reforma, permite alcançar vários objectivos. Primeiro, baixar as tarifas, segundo, que os produtores libertem 80 por cento da energia que se produz em Portugal para que seja negociado em leilões. Isso contribuirá decisivamente para o avanço do Mibel", adiantou Manuel Pinho.

"Revimos os custos gerais do sistema eléctrico para baixar as tarifas, se o regulador decidir. Os custos que a REN [Rede Eléctrica Nacional] cobrava a todas as eléctricas, incluindo as espanholas, serão reduzidos e isso também contribui para acelerar o Mibel porque as empresas que pretenderem vender electricidade vão ter menos custos", disse.

Questionado sobre o problema do défice tarifário, o ministro referiu que a intenção do Governo é amortizar antecipadamente uma parcela substancial do défice das tarifas.

Essa é uma das formas de garantir que "nos próximos fez anos não vamos ter problemas", disse.

"A nossa filosofia é a de que o regulador deve ser totalmente independente. Porém, incumbe ao governo determinar o quadro legislativo e as condições. A subida proposta pelo regulador foi parada com medidas transitórias excepcionais e criando um quadro legislativo que permitirá alcançar o nosso objectivo", afirmou.

Manuel Pinho salientou que, em Portugal, o Governo não diz ao regulador que tarifas deveria aplicar e disse acreditar que o regulador português, juntamente com o inglês, "é dos mais independentes da União Europeia".

Questionado sobre a falta de qualificação da mão-de-obra portuguesa, adiantou ser um dos grandes objectivos do Governo a formação dos jovens, o salto tecnológico e a inovação, e salientou a imposição do inglês obrigatório nas escolas.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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