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O défice comercial aumentou 1,7 por cento nos dez primeiros meses de 2006 face a igual período de 2005, com as exportações a crescerem 12,6 por cento e as importações 8,5 por cento, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Estes números permitiram, no entanto, uma melhoria da taxa de cobertura das importações pelas exportações, que passou de 62,5 por cento para 64,9 por cento, em valores homólogos.
De Janeiro a Outubro de 2006, Portugal exportou 28.656,8 milhões de euros e importou 44.189,0 milhões de euros, o que se traduziu num saldo negativo de 15.532,2 milhões de euros da balança comercial.
Nas relações comerciais com os 24 parceiros da União Europeia, as exportações cresceram 8,6 por cento, para 22.187,8 milhões de euros, e as importações aumentaram 7,1 por cento, para 33.169,1 milhões de euros, do que resultou um défice comercial de 10.981,3 milhões de euros – um agravamento de 4,3 por cento.
No período considerado, a taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou de 66 para 66,9 por cento entre 2005 e 2006.
Relativamente às exportações portuguesas, continuam a destacar-se o acréscimo de 47,9 por cento nos combustíveis e lubrificantes e o aumento de 21 por cento nas máquinas e outros bens de capital.
As importações de combustíveis e lubrificantes cresceram 16,3 por cento.