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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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09:15 - Bancos já estão a passar custo da crise para os seus clientes
 
 
60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Arménio Matias ganhava 3500 euros mensais
Ex-administrador parado há seis anos sai da CP
09.01.2007 - 09h13
Por Carlos Cipriano PÚBLICO
Manuel Moura/Lusa (arquivo)
CP não revela custo com funcionários dispensados de assiduidade
"Desde que saí da administração da Rave, em meados de 2001, que os sucessivos conselhos de gerência da CP me não atribuíram qualquer função ou tarefa".

"Em audiência que pedi para o efeito a cada um dos presidentes, no início dos seus mandatos, sempre lhes comuniquei que estava ao serviço da CP e aceitaria qualquer função que me fosse atribuída. No entanto, a minha actividade durante esses cinco anos e meio limitou-se à participação em três reuniões de quadros da empresa."

É assim, num texto publicado no seu blogue Falando de Transportes, que um dos quadros mais conhecidos do sector ferroviário justifica a rescisão do contrato com a empresa para onde entrou há 35 anos. Arménio Matias foi administrador da CP entre 1985 e 1990, tendo depois feito uma incursão na área das telecomunicações na Teledifusão de Portugal. Regressado à ferrovia, foi administrador do Metro do Porto, do Metro Mondego e mais tarde da Rave onde, em conjunto com Manuel Moura, delineou o desenho da rede de alta velocidade que viria a ser escolhido pelo governo de Durão Barroso.

"Estive rigorosamente sem fazer nada"

Em declarações ao PÚBLICO, o também ex-presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (Adfer), disse: "Desde que saí da Rave estive rigorosamente sem fazer nada." Arménio Matias diz que não é caso único e que há mais quadros qualificados na prateleira, enquanto sucessivas administrações - "num processo que começou com Dias Alves [ex-presidente da CP] e que tem vindo a acentuar-se" - vão contratando pessoas do exterior.

Imodesto, escreve no seu blogue: "Desde miúdo que possuo condições naturais de liderança." Ao PÚBLICO referiu: "Foi da minha cabeça, com a colaboração de vários técnicos [que saíram as principais ideias que revolucionaram o caminho-de-ferro em Portugal]." E destaca a criação dos Intercidades e dos Alfas, o novo paradigma do transporte de mercadorias da CP, a criação da Tex (destinada ao transporte de encomendas), os planos de modernização integrada de várias linhas e, como coroa de glória, o seu papel na definição da alta velocidade do qual saiu vencedor, quando o "Pi deitado" foi eleito em detrimento do "T deitado". Só não perdoa, contudo, que a alta velocidade integre o aeroporto da Ota, do qual se mostra um acérrimo opositor, preferindo Rio Frio.

Arménio Matias, enquanto director de topo, ganhava cerca de 3500 euros líquidos mensais, mas representava para a CP um encargo salarial de cerca de 100 mil euros por ano, mais telemóvel e automóvel, tendo também direito a secretária mesmo sem ter funções atribuídas.

Recentemente, Manuel Caetano, quadro da mesma empresa e ex-administrador da Fernave, rescindiu o contrato por sua iniciativa. Um dos casos mais emblemáticos é o do antepenúltimo presidente da empresa, Martins de Brito, que, tendo sido despedido pelo então ministro António Mexia em Setembro 2004 e alegadamente colocado no gabinete da terceira travessia do Tejo, acabaria por ficar sem fazer nada.

Confrontada a CP, a empresa não fez qualquer comentário à saída de Arménio Matias.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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